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Primeiro-ministro do Peru elogia Hitler ao falar sobre infraestruturas

Primeiro-ministro do Peru elogia Hitler ao falar sobre infraestruturas

O primeiro-ministro do Peru, Aníbal Torres, defendeu quinta-feira que o ditador nazi Adolf Hitler transformou a Alemanha "na primeira potência económica do mundo" ao desenvolver as vias de comunicação e as infraestruturas do país.

No início do IV Conselho de Ministros Descentralizado, que hoje decorre na cidade andina de Huancayo, Torres referiu-se a Hitler e ao ditador italiano Benito Mussolini para exemplificar a importância das obras infraestruturais.

"A Itália, a Alemanha, eram como nós, mas numa ocasião Adolf Hitler visitou o norte de Itália e Mussolini mostrou-lhe uma autoestrada construída de Milão a Brescia. Hitler viu aquilo, voltou para o seu país e encheu-o de autoestradas, de aeroportos, e transformou a Alemanha na primeira potência económica do mundo", sublinhou.

O chefe do Governo peruano já a 18 de março se referira a Hitler, comparando-o com o ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), após a decisão tomada pelo Tribunal Constitucional de repor o indulto concedido ao antigo chefe de Estado em 2017, uma medida suspensa por decisão do Tribunal Interamericano de Direitos Humanos.

"Há que reconhecer os seus feitos (de Fujimori), mas dou-vos como exemplo a Alemanha. Não foi Hitler quem transformou a Alemanha em potência mundial? Foi ele, mas foi condenado não apenas pelos alemães, depois, mas por todo o mundo, pelos grandes crimes que cometeu", declarou Torres na altura.

O primeiro-ministro peruano acrescentou hoje que "sem infraestruturas, o país não pode desenvolver-se, as vias de comunicação são como as veias e as artérias no ser humano, para poder sobreviver, para poder avançar".

Por essa razão, disse às autoridades locais e aos membros do executivo que têm que esforçar-se e "fazer sacrifícios para melhorar" as vias de comunicação no seu país.

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Aníbal Torres também apontou que o Peru tem "uma educação de péssima qualidade e uma saúde de péssima qualidade", apesar de "o desenvolvimento individual, familiar, social, nacional, depender de uma boa qualidade da educação".

"Todos os países que saíram do subdesenvolvimento para o desenvolvimento o fizeram através da educação, destinando o maior orçamento à educação", sustentou, antes de indicar que o Peru também "sofre pelo facto de não ter hospitais, não ter centros de saúde e não ter os profissionais de saúde suficientes para atender a população".

Torres participa num Conselho de Ministros em Huancayo, que conta igualmente com a presença do Presidente da República, Pedro Castillo, depois de na semana passada terem decorrido na cidade manifestações contra o Governo que desembocaram em confrontos e pilhagens que fizeram numerosos feridos e afetaram o comércio local.

A permanência do primeiro-ministro do cargo foi muito questionada nas últimas horas pela oposição política e pela imprensa local, depois de confirmada na quarta-feira a morte de uma pessoa nos protestos realizados na região meridional de Ica.

Apesar da crise social e política que o Peru enfrenta, que inclui reivindicações de demissão do Presidente Castillo, Torres assegurou na quarta-feira que o Governo está "muito sólido".

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