Arábia Saudita

Procurador saudita iliba príncipe da morte de Khashoggi

Procurador saudita iliba príncipe da morte de Khashoggi

O Ministério Público da Arábia Saudita pediu penas de morte para cinco acusados do assassínio de Jamal Khashoggi, admitindo que o jornalista foi drogado e desmembrado no consulado do seu país em Istambul, na Turquia.

O porta-voz do Procurador-Geral saudita, Saudi Al-Mojeb, disse aos jornalistas, numa conferência de imprensa em Riade, que o plano para assassinar Khashoggi foi posto em marcha a 29 de setembro, três dias antes de o jornalista ter sido drogado e morto por estes cinco responsáveis sauditas no consulado.

Segundo o Ministério Público saudita, há mais 21 pessoas detidas e 11 estão acusadas e irão a julgamento.

O Procurador-Geral adiantou que o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, sobre quem recaíam suspeitas de ter ordenado o assassínio de Khashoggi, não esteve implicado na morte do jornalista. "O príncipe não tinha qualquer conhecimento do assunto", disse o porta-voz.

Acrescentou que foi o chefe-adjunto dos serviços de informações sauditas, general Ahmed al-Assiri, que ordenou o regresso forçado de Khashoggi e que a ordem para matar foi dada pelo chefe da equipa de "negociadores".

Jamal Khashoggi, jornalista saudita crítico do regime, foi morto em 02 de outubro no consulado saudita em Istambul, na Turquia.

A Arábia Saudita começou por assegurar que o jornalista tinha saído do consulado vivo, mas depois mudou de versão e admitiu que foi morto na representação diplomática numa luta que correu mal.

Segundo a investigação turca, Khashoggi foi morto por um esquadrão de agentes sauditas que viajaram para Istambul com esse fim.

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