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Procuradoria de Paris recebe queixa contra semanário Charlie Hebdo por incitação ao ódio

Procuradoria de Paris recebe queixa contra semanário Charlie Hebdo por incitação ao ódio

A procuradoria de Paris recebeu uma queixa contra o semanário Charlie Hebdo por "incitação ao ódio", após a divulgação, esta quarta-feira, pelo jornal satírico de caricaturas do profeta Maomé, informou fonte judicial.

A procuradoria também abriu um inquérito aos ataques contra o "site" do semanário na Internet, adiantou a mesma fonte.

A queixa contra o Charlie Hebdo, que a agência noticiosa francesa AFP pode ver, foi apresentada durante o dia em nome da Associação Síria para a Liberdade, que indica uma morada no 20.º bairro de Paris.

Segundo o texto da queixa, a associação considera que o semanário "decidiu deitar achas para a fogueira ao divulgar uma caricatura contra o profeta Maomé".

Os queixosos acusam o Charlie Hebdo de "incitação pública à discriminação, ao ódio ou à violência nacional, racial ou religiosa" e ainda de "difamação pública racial, religiosa".

Por outro lado, na sequência de uma queixa do semanário por intrusão num sistema automático de dados, a procuradoria entregou à Brigada de Inquérito sobre as Fraudes nas Tecnologias de Informação (Befti) a investigação sobre o ataque informático ao "site" do Charlie Hebdo.

Antecipando um possível ressurgimento da cólera dos muçulmanos após a publicação das caricaturas de Maomé, duas das quais mostram o profeta nu, a França reforçou a segurança em duas dezenas de embaixadas.

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O receio é maior em relação a sexta-feira, dia de oração nos países muçulmanos. Nesse dia as embaixadas, consulados e escolas francesas de cerca de 20 países muçulmanos estão fechados.

No caso do Egito, as escolas e centro culturais franceses estarão encerrados também na quinta-feira como medida de precaução, anunciou o consulado de França no Cairo.

As caricaturas foram divulgadas após uma semana de violentos protestos no mundo muçulmano devido a um filme realizado nos Estados Unidos e que retrata a vida do profeta Maomé. A vaga de violência desencadeada pela difusão de "A Inocência dos Muçulmanos" já causou mais de 30 mortos, incluindo o embaixador norte-americano na Líbia.

Em novembro de 2011, após a publicação de um número especial designado "Sharia Hebdo" com Maomé como "chefe de redação", as instalações do semanário foram incendiadas e o "site" na Internet "pirateado".

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