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Proibição da burca aprovada em Itália

Proibição da burca aprovada em Itália

A comissão de assuntos constitucionais da Câmara dos Deputados do Parlamento italiano aprovou, na terça-feira, um projecto de lei que pretende proibir o uso da burca e do niqab, em lugares públicos.

A proposta foi apresentada por Souad Sbai, do partido PDL, de Silvio Berlusconi, e contou com os votos a favor da maioria governamental. Os restantes grupos parlamentares abstiveram-se e o Partido Democrata, a principal força da oposição, votou contra.

O projecto apresentado prevê que as transgressões sejam punidas com multas, que podem atingir os 30 mil euros e a pena de prisão de um ano para as pessoas que obriguem outra a usar a burca.

Para o projecto de lei entrar em vigor, tem que ser aprovado em plenário na Câmara dos Deputados e depois no Senado, o que se prevê que aconteça em Setembro.

A deputada, com origem marroquina, diz que o seu principal objectivo é defender "as mulheres privadas dos seus direitos e obrigadas à segregação".

Também Mara Carfagna, membro do PDL, considera, citada pelo "El Mundo", que o uso da burca (véu integral islâmico) e do niqab (tem apenas uma abertura para os olhos) é um "sinal de opressão cultural e física".

Este projecto de lei surge em Itália, depois de outros países europeus, como a França, a Bélgica e a Espanha, terem promulgado leis para acabar com o uso do véu islâmico.

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