Alemanha

Merkel vence e extrema-direita é a terceira força política

Merkel vence e extrema-direita é a terceira força política

A chanceler alemã e líder cristã-democrata, Angela Merkel, ganhou este domingo as eleições gerais, numa jornada marcada pela descida social-democrata e a irrupção da Alternativa para a Alemanha (AfD) como terceira força no Bundestag (Parlamento), de acordo com projeções recentes.

Segundo as projeções dos canais públicos de televisão, às 22:00 (23:00 em Lisboa) de domingo, a União Cristã Democrata (CDU) de Merkel e a União Social Cristã (CSU) de Baviera contabilizavam 32,9% dos votos, menos oito pontos que há quatro anos, mas mais 12 que o Partido Social Democrata (SPD).

Com a liderança do ex-presidente do Parlamento Europeu (PE), Martin Schulz, os sociais-democratas obtiveram o seu pior resultado numas eleições gerais desde a Segunda Guerra Mundial, com 20,6% dos votos.

Destaque para o resultado do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) que surge como o terceiro partido mais votado (resultado entre 13% e 13,5%, superando os 11% das sondagens) e que ganha lugar no parlamento alemão pela primeira vez em mais de 50 anos.

O partido liberal (FDP) chegará aos 10%, enquanto a esquerda e os Verdes ficarão empatados com 9% dos votos, segundo agência de notícias espanhola EFE.

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Esses resultados são muito semelhantes à sondagem divulgada ao mesmo tempo pela televisão ARD, que atribui ao bloco conservador 32,5% dos votos, seguido pelo Partido Social Democrata (SPD) de Martin Schulz, com 20%, e da AFD, com 13,5%.

O discurso islamófabo de AfD recebeu o apoio de mais de 13% dos eleitores, segundo as mesmas projeções, evidenciando a rejeição de uma parte importante da população do acolhimento da Alemanha de mais de 1,3 milhões de pedidos de asilo desde 2015.

É a primeira vez que uma formação deste espectro entra no Bundestag desde os anos 50 e, apesar de contar com assentos em 13 das 16 câmaras regionais do país, a presença à escala federal multiplicará a sua ressonância e o seu financiamento público.

Apesar do júbilo dos seus simpatizantes reunidos na sede da CDU em Berlim, Merkel admitiu que tinha desejado "um resultado melhor" e comprometeu-se a "reconquistar" os que votaram na AfD.

Os resultados das eleições legislativas alemãs e o anúncio do Partido Social Democrata (SPD), de Martin Schulz, de que vai para a oposição, deixam apenas uma opção viável de coligação: uma coligação tripartida inédita entre conservadores, liberais e verdes, "tão exótico como a sua denominação: 'Jamaica'.

Esse é o nome que será dado a esta aliança, uma vez que tradicionalmente se atribui ao bloco conservador da chanceler alemã Angela Merkel a cor preta, ao Partido Liberal (FDP) o amarelo, e aos ecologistas verdes, compondo assim a bandeira da Jamaica.

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