F. C. Porto

Proposta do F. C. Porto para ajudar refugiados discutida hoje

Proposta do F. C. Porto para ajudar refugiados discutida hoje

A Associação Europeia de Clubes vai discutir na reunião desta terça-feira a iniciativa proposta pelo F. C. Porto, cujo objetivo é a doação de um euro por bilhete vendido nos primeiros jogos 'caseiros' da Liga dos Campeões.

Na 'newsletter' do F. C. Porto, Dragões Diário, cujo conteúdo revela a adesão de cinco clubes da 'Champions' à iniciativa de doação do clube nortenho, lê-se também que os germânicos do Bayern Munique confirmaram a discussão do assunto na reunião da ECA.

"O Bayern Munique disse que o assunto seria discutido na reunião de hoje da Associação Europeia de Clubes [ECA]", refere o F. C. Porto na sua 'newsletter'.

Malmoe, Borussia Monchengladbach, Sevilha, Dínamo de Zagreb e Gent já responderam positivamente à carta enviada à UEFA a 4 de setembro, tendo já recebido o apoio e encorajamento do presidente Michel Platini, a quem Pinto da Costa pediu a união da família do futebol.

"A família do futebol tem uma longa tradição de solidariedade e responsabilidade social, é por isso impossível fechar os olhos ao drama dos migrantes e refugiados que tentam entrar em solo europeu", lê-se na carta enviada à UEFA.

Na mesma carta, Pinto da Costa anunciou que o F. C. Porto vai doar um euro por bilhete vendido para o jogo da segunda jornada da 'Champions' frente aos ingleses do Chelsea, convidando os restantes 31 clubes a fazer o mesmo.

Além de apoiar a iniciativa do F. C. Porto, a UEFA está também a trabalhar num projeto adicional, no qual as doações serão feitas através da sua fundação, disse na terça-feira Pedro Pinto, diretor de comunicação da entidade que tutela o futebol europeu.

O Marítimo, da Liga Portuguesa, vai também acolher cinco crianças migrantes, comprometendo-se em dar-lhes um lar, além de cuidados alimentares coadunados com a prática desportiva, lê-se em nota publicada no sítio oficial do clube na internet.

Perto de 365 mil migrantes e refugiados atravessaram o Mediterrâneo desde janeiro e mais de 2 700 morreram, de acordo com os dados divulgados pela Organização Internacional para as Migrações.

Mais de 245 mil chegaram à Grécia e mais de 116 mil à Itália.