México

Protegem as borboletas e criticam madeireiros. Mais um ativista morto no México

Protegem as borboletas e criticam madeireiros. Mais um ativista morto no México

Raúl Hernández Romero, um guia em part-time de um santuário de borboletas-monarcas no México, foi encontrado morto este sábado com sinais de agressão. Esta é a segunda morte de um ativista ambiental em menos de uma semana.

Raúl Hernández Romero estava desaparecido desde 27 de janeiro na cidade de Angangueo, no México, o local que acolhe a maior reserva natural de borboletas monarcas na América Latina, a "Reserva de la Biosfera Mariposa Monarca". O corpo foi encontrado, este sábado, com golpes em várias partes do corpo e um "ferimento na cabeça", de acordo com a "BBC".

O ativista ambiental é a segunda morte em menos de uma semana: o diretor do santuário mexicano foi encontrado a boiar num lago, quarta-feira da última semana, também com sinais visíveis de tortura, segundo o "The Guardian". Na quinta-feira, a "BBC" escrevia que o corpo não tinha sinais de violência. Homero Gómez González, de 50 anos, estava desaparecido desde 13 de janeiro.

As duas mortes, em poucos dias, veem aumentar o coro de vozes que denunciam a perseguição dos ativistas ambientais no México. Raúl Hernández Romero e Homero Gómez González defendiam a espécie das borboletas-monarcas e tinham sido duros críticos da extração ilegal de madeira e da plantação ilegal de abacates no estado de Michoacán.

Raúl Hernández Romero, que tinha sido também madeireiro, deixou a atividade para se dedicar à conservação e proteção da borboleta-monarca, cuja espécie está em declínio no país. Geralmente, as borboletas viajam do Canadá para o México para passar o inverno em temperaturas mais quentes. No entanto, em 2017, apenas 93 milhões de insetos terão feito esta viagem, um número considerado abaixo, de acordo com a revista norte-americana "Newsweek".

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A violência no México, motivada muitas vezes por grupos criminosos, tem tido como alvos alguns ativistas ambientais, que ousam criticar ou agir contra os interesses dos gangues, que geralmente têm proteção policial e política. Após a morte de Homero Gómez González, 53 polícias foram detidos para interrogatório.

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