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Protestos massivos em Espanha contra a reforma laboral

Protestos massivos em Espanha contra a reforma laboral

As ruas das principais cidades espanholas voltaram, este domingo,a encher-se de manifestantes. A rejeição da nova reforma laboral, apresentada recentemente pelo Governo de Mariano Rajoy, foi o mote que levou centenas de milhares de espanhóis a juntarem-se aos protestos convocados pelas duas grandes centrais sindicais, UGT e Comisiones Obreras.

De acordo com os números da organização, mais de 500 mil pessoas saíram às ruas em Madrid e 450 mil em Barcelona. Mas o protesto estendeu-se a um total de 57 cidades em toda a Espanha.

Para os manifestantes, a "agressiva" reforma do Código do Trabalho aprovada pelo Governo PP (a expressão é do próprio ministro da Economia espanhol, Luís de Guindos), facilita mais os despedimentos do que a contratação, uma vez que favorece a dispensa de trabalhadores com uma indemnização de apenas 20 dias por ano trabalho, que comparam com os 45 aplicados anteriormente.

No país da União Europeia mais penalizado pela escassez de emprego - acumula já perto de 5,3 milhões de desempregados - as medidas do Executivo foram tomadas como "injustas" e "inúteis".

"Se o Governo não retificar, o protesto vai crescer", garantiram os sindicatos, num dia marcado pelos múltiplos apelos a uma greve geral.

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