Síria

Provas do uso de armas químicas na Síria "são muito graves"

Provas do uso de armas químicas na Síria "são muito graves"

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, declarou, esta sexta-feira, que as crescentes provas do uso de armas químicas pelo regime sírio são "muito graves".

Cameron disse concordar com o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que o recurso a este tipo de armas representa uma "linha vermelha" para a comunidade internacional, mas sublinhou que a resposta deve ser política e não militar.

"Isto é muito grave. E penso que as declarações do Presidente Obama estavam absolutamente corretas, que isto deve ser, para a comunidade internacional, uma linha vermelha para que se faça mais", afirmou à estação britânica BBC.

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"Sempre defendi que devíamos fazer mais", disse.

Para o primeiro-ministro britânico, a questão é: "como é que aumentamos a pressão".

"Na minha perspetiva, o que precisamos de fazer - e já estamos a fazer algumas destas coisas - é apoiar a oposição, trabalhar com eles, treiná-los, guiá-los e ajudá-los para pressionar o regime e para que se possa levar isto [a guerra] ao fim", acrescentou.

Sobre se estas declarações significam colocar tropas britânicas no terreno, na Síria, Cameron afirmou: "Não quero ver isso e não penso que isso vá acontecer. Mas penso que podemos aumentar a pressão sobre o regime, trabalhar com os nossos parceiros, trabalhar com a oposição, de modo a conseguir o resultado certo".

Na quinta-feira, os Estados Unidos declararam, pela primeira vez, que a Síria teria usado armas químicas contra as forças rebeldes, mas sublinharam que as agências de informações ainda não tinham certeza absoluta e estavam a investigar mais.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico confirmou ter também provas "limitadas, mas convincentes" do uso de agentes químicos no conflito que a ONU afirma ter causado mais de 70.000 mortos desde março de 2011.

"São provas limitadas, mas há provas crescentes do uso de armas químicas, provavelmente pelo regime", afirmou Cameron.

"Isto é muito grave, é um crime de guerra e devemos levá-lo a sério", disse.

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