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PSOE apoia líder socialista da Catalunha em caso de novas eleições

PSOE apoia líder socialista da Catalunha em caso de novas eleições

O líder do Partido Socialista espanhol (PSOE), Pedro Sánchez, expressou ao líder socialista catalão (PSC), Miguel Iceta, "todo o seu apoio" em caso de novas eleições autonómicas na Catalunha, depois de Artur Mas não ter sido empossado.

Fontes socialistas indicaram à agência de notícias espanhola Efe que Miguel Iceta deverá pronunciar-se na segunda-feira sobre o novo cenário político surgido agora na Catalunha e que poderá resultar em novo escrutínio, que se realizaria em março, salvo se a coligação Juntos pelo Sim decidisse apresentar outro candidato que não Artur Mas, o presidente do governo regional que viu agora recusado um novo mandato.

Por sua vez, o secretário-geral do partido de esquerda Podemos, Pablo Iglesias, vai reunir-se na segunda e na terça-feira com os diversos atores com quem formou candidaturas de confluência.

Em comunicado, o Podemos indicou que Iglesias manterá encontros com representantes de Anova, Barcelona em Comum, Compromisso, Equo, Esquerda Unidas, Esquerra Unida i Alternativa e Iniciativa por uma Catalunha Verde, bem como com deputados eleitos do partido.

No final da ronda de encontros, o Podemos informará a Imprensa do resultado das reuniões, refere ainda a nota.

Quanto ao partido de direita Ciudadanos, o seu porta-voz no parlamento, Carlos Carrizosa, considerou que a decisão da Candidatura de Unidade Popular (CUP) de não dar posse a Artur Mas "é uma oportunidade para ter, de uma vez por todas, um parlamento e um novo Governo que sejam respeitadores da lei, sérios, e que governem para todos os catalães".

"Estamos perante uma oportunidade histórica para acabar com uma época de corrupção, cortes e divisão", defendeu, acrescentando que o seu partido também vê o "final da carreira política" de Mas "como o fracasso da política que se baseia na divisão das pessoas pela sua ideologia".

Em declarações à imprensa em Barcelona, Carrizosa indicou que perante "a resolução categórica da CUP", o Ciudadanos se inclina a pensar numas novas eleições, apesar de serem as quartas em cinco anos e meio.

"Vemos com melhores olhos estas eleições que uma legislatura curta e cheia de conflitos, porque se trataria de desenvolver o programa suspenso pelo Tribunal Constitucional, sem avançar nada no Governo da Catalunha", argumentou Carrizosa.

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