Espanha

PSOE e Unidas Podemos assinam pré-acordo para Governo "progressista"

PSOE e Unidas Podemos assinam pré-acordo para Governo "progressista"

Pedro Sánchez, do PSOE, e Pablo Iglesias, do Unidas Podemos, assinaram, em Madrid, um pré-acordo para a formação de um Governo de coligação "progressista".

"Os espanhóis falaram e cabe aos partidos responder à sua vontade", disse Pedro Sánchez depois de assinar o documento, enquanto Pablo Iglesias realçou a honra que constitui para a sua formação fazer parte do Governo.

Os dois líderes afirmaram que agora vão tentar obter o apoio de outros partidos no parlamento necessário à obtenção de uma maioria parlamentar que garanta a investidura do futuro executivo.

PSOE e Unidas Podemos somam 155 deputados num total de 350 e o novo primeiro-ministro, para ser investido à primeira volta, necessita do apoio de metade, 175, ou numa segunda volta apenas da maioria simples.

O líder do PSOE, que também é o primeiro-ministro em funções, garantiu que o seu desejo é que o pré-acordo seja o início de um pacto "por quatro anos", um acordo legislativo para um Executivo "estável".

"Vai ser um Governo profundamente progressista", sublinhou Sánchez.

Pablo Iglesias afirmou que agora não é o momento para fazer "críticas", uma alusão à falta de acordo depois das eleições anteriores que agora foram repetidas, e pediu calma, enquanto se está a tentar assegurar os apoios necessários para que esse executivo "progressista" seja constituído.

Segundo fontes dos dois partidos, o acordo, que prevê a continuação de Pedro Sánchez como presidente do governo, terá Pablo Iglésias como vice-presidente, embora a distribuição de nomes e lugares só venha a ser decidida definitivamente depois de aprovado um programa do governo.

O pré-acordo assinado contém apenas um programa de base com dez linhas de ação principais, que incluem uma melhoria do emprego; a proteção dos sistemas de saúde, de educação e das pensões; a garantia do direito à habitação; a luta contra as alterações climáticas; a igualdade das mulheres e o alargamento dos direitos sociais.

O acordo foi desta vez assinado em menos de 48 horas depois das eleições de domingo que foram a repetição de outras realizadas em abril e após as quais os dois partidos não conseguiram chegar a acordo.

O PSOE ganhou as eleições legislativas de domingo, mas sem maioria absoluta e mais fraco que anteriormente.

Na consulta eleitoral de 10 de novembro, o PSOE teve 28,0% dos votos (120 deputados), seguidos pelo PP com 20,8% (88), o Vox com 15,1% (52), o Unidas Podemos com 12,8% (35), o Cidadãos com 6,8% (10).