Presidenciais

Putin de volta às eleições dos EUA: CIA admite que Rússia quer prejudicar Joe Biden

Putin de volta às eleições dos EUA: CIA admite que Rússia quer prejudicar Joe Biden

Um relatório da CIA conclui que o presidente russo está "provavelmente" envolvido nas eleições presidenciais norte-americanas. O objetivo será prejudicar Joe Biden e favorecer a reeleição de Donald Trump. Por detrás desta intenção de Vladimir Putin está um outro homem: Andrii Derkach, político, homem de negócios e alegadamente agente russo, a espalhar desinformação sobre Biden nos Estados Unidos.

Depois de em 2016, a CIA ter encontrado provas de que Putin prejudicou a campanha de Hillary Clinton e ajudou a eleger Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, parece que em 2020, o presidente da Rússia voltou à carga.

De acordo com o jornal "Washington Post", que cita duas fontes que acederam ao documento da agência de informações norte-americana, "Vladimir Putin e oficiais séniores da Rússia estão atentos e provavelmente a dirigir operações de influência para denegrir o antigo vice-presidente dos Estados Unidos e a fomentar a discórdia pública sobre as eleições de Novembro". Esta será uma das primeiras frases do documento classificado e secreto da CIA.

A operar esta interferência russa está alegadamente Andrii Derkach, próximo de Rudy Giuliani, antigo autarca de Nova Iorque e advogado pessoal de Donald Trump. Segundo o jornal norte-americano, Derkach espalhou informações erradas sobre Joe Biden no Partido Republicano, nos média dos EUA e junto de fontes próximas do atual presidente norte-americano.

O político russo terá ainda divulgado ficheiros de áudio editados de conversas do antigo vice-presidente dos EUA (durante a presidência de Barack Obama) com responsáveis da Ucrânia. O Departamento de Tesouro dos Estados Unidos aplicou sanções a Andrii Derkach, na semana passada, por interferir nas eleições presidenciais. Ao site "Politico", o alegado agente da Rússia, negou as acusações.

A relação de Derkach e Giuliani terá sido aprofundada quando ambos estiveram juntos na Ucrânia em 2019. Nessa altura, o russo terá mostrado provas de que Biden estava envolvido em processos de corrupção no país. No relatório da CIA lê-se que um contacto importante do gabinete de Trump esteve com Andrii Derkach, mas não confirma que é o advogado do presidente norte-americano.

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Por sua vez, Rudy Giuliani negou à "National Public Radio" que tenha estado recentemente com o agente russo. "Nunca tentei influenciar a eleição, o meu trabalho com ele [Andrii Derkach] foi há bastantes meses", disse.

Donald Trump e a sua equipa têm tentado minimizar o papel da Rússia nas eleições norte-americanas, as próximas e as de 2016. Um ex-membro do Departamento de Segurança Interna dos EUA, Brian Murphy, acusou altos funcionários do Estado de ocultar informações sobre o centro de inteligência russa no caso da interferência nas eleições presidenciais. O objetivo é corroborar a teoria de Trump: foi eleito em 2016 sem ajuda da Rússia.

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