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Putin garante que invasão da Ucrânia foi "a decisão certa" e que está "a salvar pessoas"

Putin garante que invasão da Ucrânia foi "a decisão certa" e que está "a salvar pessoas"

O presidente russo disse, esta terça-feira, que a invasão russa à Ucrânia foi a "decisão certa" e que serão alcançados "objetivos nobres", deixando acusações a Volodymyr Zelensky.

Vladimir Putin marcou presença numa cerimónia no cosmódromo de Vostochny e, além de ter salientado a vontade de conquistar novos feitos espaciais, abordou a "operação militar especial" na Ucrânia - termo usado por Moscovo para definir a invasão -, garantindo "não ter tido outra opção".

"A Ucrânia começou a ser transformada numa força antirrussa, começaram a cultivar ali os rebentos do nacionalismo e do neonazismo, que já lá estavam há muito tempo. Os rebentos neonazis foram intencionalmente cultivados e o choque da Rússia com estas forças era inevitável, eles apenas escolheram o momento para atacar", disse Putin, citado pela Tass, falando ainda em "objetivos claros e nobres".

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"O principal objetivo é ajudar o povo de Donbass, que reconhecemos, algo que fomos forçados a fazer porque as autoridades de Kiev, pressionadas pelo Ocidente, se recusaram a implementar os acordos de Minsk com vista a uma resolução pacífica dos problemas na região. O neonazismo aumentou e o confronto da Rússia com essas forças era inevitável. O neonazismo, infelizmente, tornou-se parte da vida num país bastante grande perto de nós. O conflito era inevitável, era uma questão de tempo", acrescentou.

Putin deixou ainda críticas ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusando o líder de se ter mostrado contra o acordo de Minsk II, que previa a realização de uma nova Constituição ucraniana, onde seria determinada a descentralização das regiões, assim como as especificidades de Donetsk e Lugansk.

"Recusou o acordo publicamente. É simplesmente impossível continuar a suportar este genocídio, que já dura há oito anos", considerou Putin. Por um lado, estamos a ajudar e a salvar pessoas e, por outro, estamos simplesmente a tomar medidas para garantir a segurança da Rússia. Não pararemos a força militar até controlar Donbass", concluiu.

A guerra na Ucrânia, que entrou hoje no 48.º dia, provocou um número ainda por determinar de baixas civis e militares. A ONU confirmou a morte de 1.842 civis até domingo, incluindo 148 crianças, mas alertou que os números reais "são consideravelmente mais elevados".

A guerra levou também à fuga de mais 11 milhões de pessoas, incluindo 4,5 milhões para países vizinhos, naquela que é considerada a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

As Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária devido à guerra na Ucrânia.

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