Covid-19

Putin garante que não vai impor confinamento nacional

Putin garante que não vai impor confinamento nacional

O presidente russo, Vladimir Putin, garantiu esta quinta-feira que não será decretado confinamento nacional, apesar do aumento drástico do número de casos de covid-19 registados nas últimas semanas na Rússia.

"Sabemos perfeitamente como agir e, por isso, não vamos pôr em prática medidas totalmente restritivas e instaurar o chamado confinamento nacional, em que a economia e as atividades comerciais ficam praticamente paralisadas", afirmou Putin num fórum de investimento realizado em videoconferência.

"Apesar de termos uma situação epidemiológica difícil, estamos muito mais preparados para trabalhar nas condições apresentadas por esta epidemia", acrescentou o presidente russo, referindo-se à capacidade do país de mobilizar o seu sistema de saúde e de implementar medidas preventivas.

Segundo Putin, em caso de necessidade, poderão ser adotadas medidas "direcionadas e justificadas" em regiões ou cidades "para proteger a segurança das pessoas, tanto quanto possível", mantendo, no entanto, as "atividades empresariais".

A Rússia registou, nas últimas 24 horas, 7717 casos de coronavírus e 366 mortes ligadas à covid-19, novos recordes diários no país desde o início da pandemia, indicaram esta quinta-feira as autoridades de saúde.

Com este novo máximo diário, a Rússia acumula agora 27.301 mortos devido à doença e 1.581.693 infetados, sendo assim o quarto país do mundo que registou mais casos do novo coronavírus, a seguir aos Estados Unidos, Índia e Brasil.

Dos 366 mortos do último dia, 66 registaram-se em Moscovo, o principal foco infeccioso do país, que contou também 4.904 casos dos 7.717 de quarta-feira.

O porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, admitiu esta quinta-feira que uma série de regiões russas atingiram um nível crítico de contágios, pelo que "o sistema de saúde pública está sob carga máxima".

Para o porta-voz do Kremlin, este "aumento sem precedente" no número de infeções "sublinha uma vez mais a responsabilidade pessoal de cada um no cuidado com a própria saúde e a dos que nos rodeiam", para o que é necessário cumprir as recomendações sanitárias das autoridades.

Em Moscovo, o município alargou até 29 de novembro a obrigação das empresas e organizações terem pelo menos 30% dos funcionários em regime de teletrabalho, desde que tal não afete o seu funcionamento.

Também se mantém a recomendação aos maiores de 65 anos e doentes crónicos para só saírem de casa em caso de absoluta necessidade.

Além disso, as autoridades impuseram em todo o país o uso de máscara nos locais públicos.

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