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Putin pede investigação sobre ataques a petrolíferas sauditas

Putin pede investigação sobre ataques a petrolíferas sauditas

O presidente russo, Vladimir Putin, pediu esta quarta-feira uma investigação objetiva dos ataques de sábado contra instalações da petrolífera saudita Aramco, no decurso de uma conversa telefónica com o príncipe herdeiro saudita, Mohamed Bin Salman.

"Putin expressou a sua preocupação e pronunciou-se por uma investigação profunda e objetiva sobre o que ocorreu", informou o Kremlin em comunicado.

O chefe do Kremlin também abordou com Bin Salman o impacto dos ataques no mercado de hidrocarbonetos e a aplicação dos acordos alcançados no âmbito da plataforma ampliada da OPEP e os restantes produtores de petróleo, conhecida como OPEP+.

Os dois dirigentes manifestaram a intenção de prosseguir uma cooperação estreita "para estabilizar os preços internacionais do petróleo".

No decurso do contacto telefónico, foi também abordada a visita do líder russo à Arábia Saudita, cujo rei, Salmal bin Abdelaziz, visitou pela primeira vez a Rússia em 2017.

O Kremlin acrescentou que se mantém a proposta de Putin para fornecer à Arábia Saudita os sistemas de defesa antiaérea S-300 e S-400, sugerida pelo líder russo na segunda-feira em Ancara durante a cimeira sobre a Síria entre a Rússia, Turquia e Irão.

Bin Salman assegurou esta quarta-feira que os ataques com drones e mísseis de cruzeiro contra as instalações da Aramco constituem "uma prova real para a vontade internacional face a atos de sabotagem que ameaçam a segurança e a estabilidade internacional".

Apelou ainda à "comunidade internacional a adotar medidas severas e uma posição firme com este género de ataques de sabotagem".

Bin Salman tem prevista esta quarta-feira uma reunião com o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, que desde o início tem responsabilizado o Irão pelos ataques, acusações negadas por Teerão.

A ação foi reivindicada pelas forças Houthis do Iémen, apoiadas pelo Irão, mas a coligação militar liderada pelos sauditas que intervém no país vizinho desde 2015 assegura que as armas utilizadas são "iranianas" e que foram lançadas a partir de território iemenita.

A Arábia Saudita iniciou uma investigação sobre os ataques e convidou peritos internacionais e a ONU para participarem no inquérito.

Trump aumenta sanções ao Irão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta quarta-feira que ordenou um "aumento substancial" nas sanções contra o Irão, após os ataques de sábado a instalações petrolíferas sauditas pelas quais os norte-americanos responsabilizam Teerão.

"Acabei de instruir o secretário do Tesouro a aumentar substancialmente as sanções contra o Irão", disse Trump numa mensagem publicada na sua conta no Twitter, três dias após os ataques a instalações de exploração de petróleo na Arábia Saudita.

Na terça-feira, Riade anunciou que se vai unir à coligação naval que os Estados Unidos tentam impulsionar no golfo Pérsico e justificada para garantir a segurança marítima no estreito de Ormuz, decisivo para o transporte de crude.

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