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Putin vai respeitar escolha dos ucranianos

Putin vai respeitar escolha dos ucranianos

O presidente russo, Vladimir Putin, disse, esta sexta-feira, que vai respeitar a escolha dos ucranianos nas presidenciais de domingo, apesar de o presidente deposto Viktor Ianukovich continuar tecnicamente a ser o chefe de Estado.

"Compreendemos que o povo ucraniano quer que o seu país saia da crise (...) Vamos respeitar a escolha deles", disse Putin num fórum económico em São Petersburgo.

"Teria sido melhor fazer um referendo e adotar uma nova Constituição. Ao abrigo da atual Constituição, Ianukovich continua em exercício", acrescentou.

Numa longa intervenção dominada pela crise na Ucrânia, o presidente russo afirmou também que as sanções impostas à Rússia pela União Europeia e pelos Estados Unidos têm "um efeito 'boomerang'" e viram-se contra os países que as impõem.

"No mundo moderno, interligado, as sanções económicas como instrumento de pressão política podem ter um efeito 'boomerang' e, no final, terem impacto nos negócios e nas economias que as impuseram", disse.

Putin criticou a tentativa dos Estados Unidos de serem a única potência mundial, afirmando que "o modelo unipolar fracassou".

Sobre o conflito de gás com a Ucrânia, o presidente russo acusou Kiev de pôr em risco o fornecimento à Europa ao "abusar da posição de país de trânsito" do gás russo e defendeu a posição de Moscovo nesta matéria.

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"A dívida não só não foi paga, como aumentou. As faturas atuais não são pagas. Onde está o nosso dinheiro? Em que é foi gasta a nossa multimilionária?", questionou.

As autoridades ucranianas insistem que estão dispostas a pagar cerca de 4 mil milhões de dólares à Gazprom se o preço do gás russo for reduzido para 268,5 dólares por mil metros cúbicos.

O preço que a Gazprom cobra atualmente a Kiev é de 485 dólares por mil metros cúbicos.

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