Ucrânia

Quase 2500 quilómetros quadrados de território libertado desde final de setembro

Quase 2500 quilómetros quadrados de território libertado desde final de setembro

A Ucrânia reconquistou quase 2.500 quilómetros quadrados de território controlado pelas forças ​​​​​​​russas desde o início de uma segunda contraofensiva lançada no final de setembro, adiantou esta sexta-feira o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"Só esta semana, os nossos militares libertaram 776 km2 de território no leste do nosso país e 29 localidades, incluindo seis na região de Lugansk. No total, 2.434 km2 do nosso território e 96 localidades já foram libertadas desde o início desta operação", sublinhou o governante, durante o seu discurso noturno diário divulgado nas redes sociais.

Nos últimos dias, as tropas de Kiev realizaram uma segunda grande investida na região de Kharkiv, no nordeste, mas também no sul, perto de Kherson, cidade controlada pelos russos.

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Em meados de setembro, o Presidente ucraniano anunciou que o seu exército tinha conquistado quase 6.000 km2 durante uma primeira contraofensiva lançada no início de setembro.

As forças ucranianas lançaram no início de setembro uma contraofensiva no sul e depois na região de Kharkiv, na fronteira com a Rússia, no nordeste do país, forçando os soldados de Moscovo a retirarem-se para outras posições.

Moscovo reivindicou novos ganhos no leste da Ucrânia esta sexta-feira, após uma série de contrariedades em várias frentes, embora Kiev pareça ter a iniciativa e esteja a pedir aos militares russos que se rendam.

Também esta sexta-feira, Volodymyr Zelensky realçou, numa entrevista à estação BBC, que o regime liderado por Vladimir Putin começou a "preparar a sua sociedade" para o possível uso de armas nucleares.

"Eles não sabem se vão usá-las ou não. Acho até perigoso falar sobre isto", sustentou Zelensky durante uma entrevista gravada no seu gabinete, em Kiev, acrescentando que o Kremlin não está ainda preparado, mas já começaram a comunicar a intenção.

Zelensky esclareceu ainda que não pediu ataques preventivos contra a Rússia, mas defendeu golpes preventivos, em referência às sanções económicas.

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