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Espeleólogos portugueses poderão ser resgatados da gruta até ao fim do dia

Espeleólogos portugueses poderão ser resgatados da gruta até ao fim do dia

Os quatro espeleólogos portugueses que estão desde sábado na gruta de Cueto-Coventosa, em Espanha, são de um clube de montanhismo de Valongo, no Porto.

As equipas de socorro que tentam resgatar os quatro portugueses retidos numa gruta no norte de Espanha aguardam pela descida do nível da água, para conseguirem chegar até ao local onde se encontram.

"O ponto da situação que nos deu a equipa de resgate é que localizamos os espeleólogos perdidos, disse, ao final da manhã, a conselheira da presidência do Governo da Cantábria, Paula Fernández.

O coordenador do resgate, Miguel Goméz, do 112 da Cantábria, sublinhou que "a força da água ainda é ainda muita, mas vai baixando". Embora não desça ao nível desejado pelos socorristas, diminuiu a um ritmo que dá esperança. "É possível que nas próximas quatro a seis horas baixe o suficiente para podermos chegar" aos portugueses.

Miguel Goméz acredita que os portugueses se "encontrem bem, abrigados no bivaque", à espera que o nível da água diminua. "Se decidirem avançar, vendo a água baixar, podem encontrar-se com a equipa de resgate, composta por três elementos, que entretanto vai ser revesada. Se não houver ninguém ferido, este dispositivo é suficiente", acrescentou.

"Sabemos onde estão e é com toda a normalidade que esperamos que a água baixe para que saiam", disse à agência Lusa Marco Afonso, também espeleólogo e membro da equipa de sete pessoas do Clube de Montanhismo Alto Relevo de Valongo, região do Porto, que se deslocou no fim de semana às grutas de Cueto-Coventosa, no norte de Espanha. Os quatro portugueses retidos na gruta já foram identificados.

Os Portugueses pertencem ao Clube de Montanhismo Alto Relevo de Valongo, nos arredores do Porto. Uma equipa de resgate foi acionada para localizar os quatro espeleólogos portugueses que estão desde sábado na gruta de Cueto-Coventosa, em Espanha, com os trabalhos de socorro a serem dificultados pelo aumento do nível da água.

"Estamos à espera que baixem os níveis da água, para depois subirmos ao encontro dos quatro portugueses que, em princípio, estão bem e à nossa espera", disse à agência Lusa Martín González Hierro, da Fundação Espeleosocorro Cántabro (ESOCAN).

González Hierro explicou que a equipa de auxílio está no local, na gruta de Cueto-Coventosa, na Cantábria, desde as 20 horas (19 horas em Portugal continental) de domingo.

Quatro especialistas avançaram só 50 metros

Quatro especialistas da equipa de espeleologia conseguiram aceder à gruta no domingo, no município cantábrico de Arredondo, depois das 22 horas (21 horas), embora só tivessem conseguido avançar cerca de 50 metros devido ao nível de água, segundo a agência de notícias EFE.

O serviço de emergência do governo da Cantábria, que coordena a operação, informou em comunicado que os especialistas indicaram que a água está a baixar no interior da gruta a uma velocidade de 10 centímetros por hora, muito mais lentamente do que se previa inicialmente.

Na entrada da área dos três lagos, a equipa de resgate instalou um ponto de acampamento, aguardando a diminuição do nível da água.

A previsão da Agência Estatal de Meteorologia é de chuvas fracas durante a manhã, sem registo de pluviosidade à tarde, com o tempo a agravar-se na terça-feira.

A equipa de resgate deverá instalar cordas e corrimões, esta segunda-feira, se o nível da água não baixar.

Os quatro portugueses procurados entraram no sábado pela entrada de Cueto às 11 horas (10 horas em Portugal continental), de acordo com o serviço de emergência espanhol, citado pela EFE.

Na ausência de notícias dos espeleólogos, outros três companheiros entraram ao meio-dia (11 horas em Portugal continental) de domingo por Coventosa para ver se os encontravam, mas o elevado nível da água impossibilitou que prosseguissem a marcha.

Assim, às 16.30 horas (15.30 horas em Portugal continental), notificaram o centro de coordenação do 112, a partir do qual foi mobilizado o dispositivo de resgate.

A operação integra a equipa de espeleologia da Cantábria (ESOCAN), além de técnicos da Direção Geral do Interior do governo da Cantábria, agentes da Guarda Civil e voluntários da Associação de Proteção Civil de Arredondo.

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