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Quem está do lado de quem no conflito sírio

Quem está do lado de quem no conflito sírio

Estados Unidos, Reino Unido e França levaram a cabo, ao início desta manhã, uma operação de "bombardeamentos de precisão" na Síria, como resposta ao uso de armas químicas contra civis. Os ataques terão destruído grande parte do arsenal de armamento do país.

Reino Unido diz que ataque envia "mensagem" contra uso de armas químicas

"Esta ação coletiva envia uma mensagem clara: a comunidade internacional não vai ficar à espera e não irá tolerar o emprego de armas químicas", declarou a primeira-ministra britânica, Theresa May, em conferência de imprensa, acrescentando que os ataques eram "ao mesmo tempo justos e lícitos". Por outro lado, May explicou que a necessidade de agir rapidamente e razões de segurança operacional levaram a que a intervenção britânica não fosse votada no parlamento.

França não tolera "banalização do urso das armas químicas"

"Não podemos tolerar a banalização do uso das armas químicas", escreveu Emmanuel Macron em comunicado, em que garantia que o ataque estava "circunscrito às operações do regime sírio que permitem a produção e utilização de armas químicas". Explicou que o parlamento francês será informado da ofensiva e será aberto um debate parlamentar, como estipula a Constituição francesa.

Portugal compreende ataque mas defende necessidade de evitar guerra

"Portugal compreende as razões e a oportunidade desta intervenção militar", afirma o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado, acrescentando que o objetivo foi "infligir danos à estrutura de produção e distribuição de armas que são estritamente proibidas pelo direito internacional".

De acordo com o comunicado divulgado pelo ministério de Augusto Santos Silva, o regime sírio "deve assumir plenamente as suas responsabilidades", já que "é inaceitável o recurso a meios e formas de guerra que a humanidade não pode tolerar".

Apesar de apoiar os aliados ocidentais, o ministério afirma que é necessário "evitar qualquer escalada no conflito sírio, que gere ainda mais insegurança, instabilidade e sofrimento na região".

China diz que ataque viola carta da ONU e dificulta solução

"Qualquer ação militar unilateral sem o aval do Conselho de Segurança é contrária aos propósitos e princípios da Carta da ONU e viola os princípios e normas básicas do direito internacional", afirmou em comunicado uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying, acrescentando que o ataque "origina novos e complicados fatores para a solução da questão síria".

"Nós opomo-nos ao uso da força nas relações internacionais e apoiamos o respeito pela soberania, a independência e a integridade territorial de todos os países", disse.

A China "apela a todas as partes para que ajam no quadro do direito internacional e para que resolvam a crise através do diálogo e da negociação", referiu a porta-voz.

Egito recusa uso de armas químicas

O Egito manifestou "grande preocupação" pelas consequências da "escalada militar na Síria", após a ação conjunta desta madrugada. Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros egípcio afirmou que teme "as consequências para a segurança do povo sírio e a ameaça aos entendimentos já alcançados" para as zonas onde os confrontos poderiam ser suspensos na Síria.

No entanto, o Governo egípcio recusou absolutamente o uso de "armas proibidas internacionalmente" e pediu uma investigação internacional transparente.

Venezuela condena ação dos EUA

"De uma maneira humilde, mas absolutamente firme, condenamos a ação de guerra promovida pelo imperialismo e seus sequazes contra o povo sírio", escreveu o vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela no Twitter. Para o número dois do chavismo, "é alarmante que a segurança do mundo dependa de um grupo de desequilibrados, incapazes de perceber as consequências dos seus atos".

Bélgica "compreende" ação ocidental

"A Bélgica condena veementemente a utilização de armas químicas pela Síria e compreende a ação conjunta dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido", disse o primeiro-ministro belga, Charles Michel, no Twitter, acrescentando que agora a comunidade internacional se deve "concentrar na negociação política para evitar uma escalada".

O ministro dos Negócios Estrangeiros belga, Didier Reynders, também mostrou o seu apoio ao ataque na Síria: "O uso de armas químicas contra civis é uma atrocidade e uma violação flagrante das convenções internacionais. Consideramos que os nossos parceiros tiveram de reagir".

Espanha diz que ataque é "legítimo e proporcionado"

O Governo espanhol considera que o ataque conjunto levado a cabo pelos Estados Unidos, Reino Unido e França contra o regime sírio é uma resposta "legítima e proporcionada" e que se trata de "uma ação limitada nos seus objetivos e meios". Em comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o executivo espanhol explica que "a ação" foi tomada depois da utilização de armas químicas pelo regime sírio, o que classifica ser de "gravidade extrema".

"Um ataque com armas químicas é um crime contra a humanidade. Os responsáveis por este e outros ataques anteriores devem ser levados à justiça", acrescenta o comunicado.

Alemanha ao lado dos aliados em resposta militar "necessária e apropriada"

A chefe do Governo da Alemanha, Angela Merkel, afirmou que o ataque a alvos sírios com mísseis foi uma resposta "necessária e apropriada" após as denúncias de uso de armas químicas por parte de Damasco. "Nós estamos ao lado dos nossos aliados americanos, britânicos e franceses" que "assumiram as suas responsabilidades", disse.

Canadá apoia ataque

Apoio "a decisão dos Estados Unidos, do Reino Unido e da França em tomar medidas para diminuir a capacidade do regime para lançar ataques de armas químicas contra os seus próprios cidadãos", afirmou Justin Trudeau.

Japão nas costas dos EUA

"O uso de armas químicas é extremamente desumano e o nosso país não pode consentir nem o seu uso nem a sua difusão. Por isso o meu governo apoiará os EUA, Reino Unido e Franla", assegurou o primeiro-ministro japonês em declarações a meios de comunicação em Osaka. Shinzo Abe acrescentou que "este ataque militar é uma medida para evitar um agravamento da situação e reduzirá as capacidades do regime de Asad".

Israel acusa Assad de "ações homicidas"

"No ano passado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, fez saber que o uso de armas químicas significava ultrapassar uma linha vermelha. Esta noite, sob direção de Washington, Estados Unidos, França e Reino Unido atuaram em consequência. A Síriacontinua a perpetrar as suas ações homicidas", afirmou um responsável israelita citado pela AFP e que pediu anonimato.

"A Síria serve igualmente de base para a concretização deste tipo de ações, nomeadamente pelo Irão, que colocam em perigo o seu território, as suas forças e a sua direção", indicou.

Turquia fala em "resposta adequada"

"Saudamos esta operação que alivia a consciência de toda a humanidade diante do ataque a Douma, que tudo indica ser da responsabilidade do regime" sírio, refere em comunicado o Ministério das Relações Exteriores da Turquia. O alegado ataque a civis com armas químicas, que ocorreu em Douma, a sete de abril, "constitui um crime contra a humanidade", considera Ancara, que critica a ação do regime de Bashar al-Assad.

"O regime sírio, que tiranizou o seu próprio povo por mais de sete anos, com armas convencionais e químicas, tem uma pesada responsabilidade por crimes contra a humanidade e crimes de guerra", refere o governo turco.

Irão adverte para "consequências regionais" do ataque ocidental

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Bahram Qasemi, denunciou, em comunicado, que o ataque realizado esta madrugada ignora "a soberania e a integridade territorial da Síria" e constitui uma "flagrante violação do direito internacional". "Os Estados Unidos e seus aliados são responsáveis pelas consequências regionais dessa ação", acrescentou o porta-voz.

UE ao lado dos aliados e da justiça

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou que a União Europeia "está ao lado dos seus aliados e ao lado da justiça", em reação ao ataque militar. "Os ataques dos EUA, França e Reino Unido mostram claramente que o regime sírio, com a Rússia e o Irão, não podem continuar com esta tragédia humana, pelo menos sem terem custos", escreveu Donald Tusk, no Twitter.

Secretário-geral da NATO diz que todos os aliados apoiaram ataques

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse que todos os 29 membros da Aliança apoiaram os ataques dos EUA, Reino Unido e França na Síria, na reunião do Conselho do Atlântico Norte que se realizou este sábado em Bruxelas.

Na reunião, os três países informaram os aliados de que "a sua ação militar foi limitada às instalações que permitem a produção e emprego de armas químicas" e que a intervenção foi "muito bem sucedida", afirmou o secretário-geral da Aliança Atlântica num comunicado.

EUA, Reino Unido e França "salientaram que não havia alternativa possível ao uso da força", acrescentou.

"Os aliados manifestaram pleno apoio à ação destinada a danificar a capacidade química do regime e a impedir futuros ataques químicos contra o povo da Síria".

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