EUA

Rabi da Flórida detido por envolvimento no assalto ao Capitólio

Rabi da Flórida detido por envolvimento no assalto ao Capitólio

Michael Stepakoff, um rabi do Estado norte-americano da Flórida, foi hoje detido por envolvimento no recente assalto ao Capitólio por apoiantes do ex-presidente Donald Trump.

Depois de ouvido pelo juiz Anthony Porcelli num tribunal federal em Tampa, Stepakoff ficou em liberdade mediante pagamento de uma caução de 25 mil dólares, entrega do seu passaporte e armas, devendo sujeitar-se a não sair do Estado até ao julgamento.

Rabi numa sinagoga na localidade de Palm Harbor, o Templo Nova Jerusalém, Stepakoff foi filmado pelas câmaras de segurança do interior do edifício do Capitólio no meio do grupo de invasores, usando um gorro escuro.

Com a mesma roupa e o mesmo gorro, Stepakoff havia publicado na rede social Facebook fotos suas no meio de simpatizantes do ex-presidente Trump, no comício que antecedeu a invasão do Capitólio.

A publicação foi comentada pela própria mulher, dizendo que o marido estava dentro do Capitólio e pedindo orações por ele.

Na audiência, Rick Terrana, advogado de Stepakoff, sublinhou que este é um "fervoroso republicano" e que se encontrava em Washington a 06 de janeiro para um serviço relacionado com a sua condição de rabi, tendo apenas então decidido juntar-se à manifestação.

Defendeu ainda que Stepakoff, que além de rabi é advogado, se encontrava entre os manifestantes pacíficos e nada do que tenha feito "foi mau ou criminoso".

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O rabi do Templo Nova Jerusalém é um de pelo menos 17 cidadãos da Flórida até agora detidos por participar no violento assalto ao Capitólio, a 6 de janeiro, dia em que o Congresso certificava os votos do Colégio Eleitoral que davam ao democrata Joe Biden a vitória nas eleições presidenciais.

Também da Flórida e acusados por participar no assalto são Enrique Tarrio, líder dos Proud Boys, e outras duas figuras deste grupo ultra-nacionalista: Joe Biggs e Gabriel García.

Em janeiro, o grupo mobilizou centenas de elementos, numa marcha a pé até Washington, em apoio a Donald Trump, quando este se recusava a reconhecer a derrota nas eleições para Joe Biden.

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