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Radicais rejeitam acordo com Governo ucraniano e fazem ultimato

Radicais rejeitam acordo com Governo ucraniano e fazem ultimato

A ala mais radical dos opositores ao Governo ucraniano fez esta sexta-feira um ultimato aos líderes da oposição para que exijam em menos de doze horas a demissão imediata do Presidente Viktor Ianukovich.

As fações radicais do movimento popular antigovernamental rejeitaram o acordo alcançado hoje entre o Presidente ucraniano e os três líderes da oposição parlamentar.

Um dos ativistas da ala mais radical do movimento popular interrompeu a intervenção de Vitali Klitschko, líder do partido opositor, na Praça da Independência, em Kiev, para desautorizar os políticos que negociaram o acordo.

"Falo em nome do meu movimento. Se antes das 10:00 [08:00 em Lisboa] de sábado não houver uma declaração que exija a demissão imediata de Ianukovich, tomaremos as armas", exclamou o ativista.

"Não acreditem nesses complexos processos políticos de que nos falam. Setenta e sete pessoas morreram e eles negoceiam", declarou.

O líder do Setor das Direitas, Dmitri Yarosh, também subiu à tribuna para afirmar que não reconhece o acordo e não deporá as armas até que o Presidente se demita.

Os líderes dos três principais partidos da oposição assinaram hoje um acordo com o Presidente da Ucrânia, para pôr fim à crise.

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O acordo, assinado no palácio presidencial na presença dos mediadores europeus, prevê nomeadamente a antecipação das eleições presidenciais, a formação de um Governo de coligação e uma reforma constitucional que recupere a limitação dos poderes presidenciais da Constituição de 2004.

Os líderes dos três partidos da oposição com representação parlamentar -- Vitali Klitschko, Arseni Iatsenuk e Oleg Tiagnibok -- assinaram o documento, assim como os ministros dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Frank Walter Steinmeier, e polaco, Radoslaw Sikorski, segundo a agência France Presse.

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