Espanha

Rajoy diz que vai tentar formar governo "estável" com apoio parlamentar

Rajoy diz que vai tentar formar governo "estável" com apoio parlamentar

O presidente do Governo espanhol assegurou, domingo, que "vai tentar formar governo" porque ganhou as eleições, acrescentando que vai tentar negociar um executivo com apoio parlamentar e "estável".

"Vou tentar formar governo e penso que Espanha precisa de um governo estável", com "o objetivo único de defender os interesses de todos os espanhóis", disse Mariano Rajoy.

O presidente do PP salientou que o seu partido "voltou a ganhar as eleições", com "mais de 30 assentos de diferença para a segunda força", o PSOE de Pedro Sánchez.

"E quem ganha as eleições deve tentar formar governo", sublinhou Rajoy.

Para o chefe do executivo espanhol, "Espanha precisa de estabilidade, segurança certezas e confiança", realçou Mariano Rajoy, acrescentando que "a partir deste momento será necessário falar muito, dialogar mais, chegar a entendimentos e acordos".

"E eu vou tentar fazê-lo", salientou o presidente do Governo, que insistiu nas frases de campanha de que "Espanha viveu quatro anos difíceis e complicados, com decisões que nenhum governante gosta de tomar".

"Fiz o que era preciso para Espanha e estou certo de que esta é a única via quando se governa", disse ainda Rajoy, cujo discurso foi interrompido pelos seus apoiantes com gritos de "Eu sou, eu sou, eu sou espanhol!".

O dirigente reiterou que os espanhóis precisam de "perseverar no que foi feito nestes últimos quatro anos", nomeadamente no que toca à economia e ao desemprego: "ainda precisamos de criar muitíssimos postos de trabalho".

O PP, de Mariano Rajoy, venceu domingo, com 123 deputados, as eleições em Espanha, que ditaram o fim do bipartidarismo, mas sem a maioria para formar governo, o que obrigará a negociações.

Dois dos vitoriosos da noite eleitoral são os partidos emergentes, o Podemos, de Pablo Iglesias, à esquerda, com 69 deputados, e o Ciudadanos, de Alberto Rivera, com 40 deputados.

O outro partido histórico da democracia espanhola, o PSOE, de Pedro Sanchez, foi o segundo mais votado, mas com 90 deputados.

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