Espanha

Catalães insistem em declaração de independência

Catalães insistem em declaração de independência

Enquanto em Madrid se tenta destituir o governo catalão, em Barcelona os movimentos independentistas avançam com nova declaração.

"Constituir uma república catalã como estado independente soberano, democrático e social", esta declaração concreta de independência incluiu-se nas propostas conjuntas das duas formações independentistas catalãs (Juntos pelo Sim e CUP) que deram entrada no parlamento para serem votadas ao fim da manhã.

Enquanto em Madrid se discute e vota a aplicação de um artigo que permite ao Governo intervir diretamente na Catalunha, destituir o governo catalão e tomar conta da polícia regional, em Barcelona o parlamento regional catalão, com uma maioria de deputados independentistas, deverá aprovar durante o dia a desejada declaração unilateral de independência (DUI), uma decisão esperada há meses e que se arrisca de não ser aplicada.

Recorde-se que o Governo catalão e todos os movimentos e associações separatistas defendem que a independência foi legitimada pelo referendo de 1 de outubro último, que foi considerado ilegal pelo Estado espanhol.

Em Madrid, o primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy pediu, esta manhã, ao Senado autorização para tomar medidas na Catalunha, nomeadamente, para afastar o presidente do governo regional Carles Puigdemont e todo o seu governo.

O presidente do Governo pediu "a destituição do presidente da Generalitat (governo regional), do vice-presidente e dos conselheiros" (ministros do governo regional), sob os aplausos dos senadores, na maioria membros do seu partido (Partido Popular).

O líder do governo espanhol justificou o pedido declarando que "não há alternativa" à aplicação do artigo 155.º e acusou Carles Puigdemont "e só ele" pela ativação deste artigo da Constituição pela primeira vez na história democrática de Espanha.

O chefe do Governo espanhol recordou que o executivo deu duas oportunidades a Puigdemont para precisar se tinha ou não declarado a independência no passado dia 10, mas o líder catalão "não quis" responder, pelo que ele é que decidiu que a ativação do 155.º seguiria em frente.

Considerando que Espanha enfrenta um desafio nunca visto na sua história recente, Mariano Rajoy considerou que o que se passa na Catalunha é "uma clara violação das leis, da democracia, dos direitos de todos, e isso tem consequências.

Rajoy falava perante a câmara alta do congresso no dia em que o Senado decide se ativa o artigo que permitirá ao Governo de Madrid assumir o controlo dos poderes autónomos da Catalunha para impedir a declaração de independência da região.

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