Grécia

Reações portuguesas à vitória do Syriza

Reações portuguesas à vitória do Syriza

O secretário-geral do PS, António Costa, considerou, este domingo, que a vitória no partido Syriza nas eleições na Grécia é "mais um sinal" da mudança da orientação política que está em curso na Europa.

"É mais um sinal da mudança da orientação política que está em curso na Europa, do esgotamento das políticas de austeridade e da necessidade de termos uma outra política que permita fazer com que a moeda única seja efetivamente uma moeda comum", afirmou António Costa aos jornalistas, em Seia.

Já a porta-voz do BE, Catarina Martins, saudou a vitória expressiva do Syriza, considerando que se tratou da "vitória da dignidade contra a austeridade" e da "democracia contra a chantagem".

"A vitória do Syriza hoje na Grécia, esta vitória tão expressiva, é a vitória da dignidade contra a austeridade, é a vitória da democracia contra a chantagem", afirmou Catarina Martins, numa declaração na sede do BE em Lisboa, onde esta noite cerca de meia centena de "bloquistas" acompanham a noite eleitoral grega.

Sublinhando que o Syriza é um "partido irmão", a porta-voz do BE adiantou que, em nome do BE, já enviou uma mensagem ao líder do partido anti-austeridade, Alexis Tsipras, felicitando-o por ter alcançado esta "vitória da democracia".

O PCP afirmou, por sua vez, que a vitória do Syriza nas eleições gregas significa uma "clara derrota dos partidos que têm governado a Grécia e que são, com a União Europeia, os responsáveis pelo desastre económico e social" no país.

Para o deputado João Ferreira, estes resultados, que colocaram o Syriza à beira de uma maioria, "representam também uma derrota para aqueles que, no quadro da União Europeia, procuraram - através de pressões, chantagens e ingerências inaceitáveis - condicionar a expressão eleitoral de profundo descontentamento e de profunda vontade de mudança que hoje percorre a sociedade grega".

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O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV), num comunicado intitulado "venceu o não à austeridade", defendeu tratar-se do "momento oportuno para Portugal exigir a renegociação da dívida".

"O povo grego expressou claramente ontem [domingo] nas urnas a sua rejeição às políticas de austeridade que têm empurrado milhares de gregos para o desemprego e para a miséria, promovidas pelos partidos que governaram a Grécia nos últimos anos (Nova Democracia e Pasok), mas também pela União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional", declararam.

Segundo o PEV, a vitória da coligação de esquerda Syriza, que deverá formar governo entretanto com os Gregos Independentes, "traduziu ainda a recusa de um povo de se render ao medo e às chantagens da UE, expressas pelo seu núcleo duro, nomeadamente através da Alemanha e de Angela Merkel [chanceler alemã]".

A comissão organizadora do Partido Democrático Republicano (PDR), de Marinho e Pinto, defendeu que a vitória do Syriza nas eleições gregas é uma "semente que germinará e dará frutos" na Europa, que "não será mais a mesma".

"A nossa Europa triste não será mais a mesma depois desta grande lição de coragem e dignidade. A construção da Europa solidária, no respeito dos povos, das nações e da cidadania, ganhou um alento inesperado e magnífico", lê-se no comunicado do PDR.

Segundo a comissão organizadora do PDR, "os filhos de Péricles, de forma democrática, exemplar e inequívoca afirmaram a sua vontade soberana sobre a humilhação protetoral, enfrentaram o medo e venceram".

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