Terrorismo

Reactor nuclear e refinarias da Galp no Porto e em Sines eram alvos de Breivik

Reactor nuclear e refinarias da Galp no Porto e em Sines eram alvos de Breivik

O reactor nuclear experimental na Bobadela e as refinarias da Galp no Porto e em Sines estão na lista de alvos de eventuais ataques identificados por Anders Breivik no âmbito do seu plano para derrubar o multiculturalismo na Europa.

O autor dos atentados de sexta-feira na Noruega, que causaram a morte a mais de 90 pessoas, publicou na Internet um manifesto intitulado "2083 - Declaração Europeia da Independência", com 1518 páginas, em que explica detalhadamente o seu plano anti-multiculturalismo e anti-islamização da Europa. Portugal está na lista de alvos.

O norueguês de 32 anos apresenta no documento, que diz ter elaborado nos últimos nove anos através de um investimento de 317 mil euros e em colaboração com outros "indivíduos corajosos de todo o mundo", o que considera a "única solução para os problemas actuais da Europa Ocidental e como a resistência deverá actuar nas próximas décadas".

Portugal é 13º país hostil

Numa "primeira fase" da resistência, afirma, os principais alvos são "líderes políticos e de meios de comunicação social", referindo-se, no caso português, ao PSD, PS, PCP, Bloco de Esquerda e Os Verdes como os partidos políticos que têm apoiado a "islamização da Europa" e aponta o Partido Progressista da Noruega como o "partido anti-islamização mais bem sucedido da Europa".

Anders Breivik identifica como "principais alvos estratégicos militares" a França, Alemanha e Reino Unido, a Noruega surge com "prioridade elevada" e Portugal em 13º lugar como país hostil - com 5% a 7% de muçulmanos - com prioridade "moderada", juntamente com a Dinamarca.

O norueguês alega que na Europa Ocidental há cerca de 400 mil traidores, dos quais 10807 encontram-se em Portugal e defende ataques nucleares nas principais cidades europeias a partir de 01 de Janeiro de 2020, incluindo entre os alvos o reactor experimental na Bobadela do Instituto Tecnológico e Nuclear.

Anders Breivik, que se auto-proclama como um dos líderes do "Movimento Nacional e pan-Europeu de Resistência Patriótica", defende também o desenvolvimento de "operações de sabotagem" que tenham como alvos instalações de produção energética, entre as quais as refinarias da Galp no Porto e em Sines, e refere Durão Barroso como exemplo de destinatário para o envio de antrax.

"O tempo do diálogo acabou"

Dirigindo-se a todos os "indivíduos e movimentos nacionalistas e conservadores", Breivik considera que a "raiz dos problemas da Europa é a falta de auto-confiança cultural (nacionalismo)".

"A maioria das pessoas vive horrorizada com as doutrinas políticas nacionalistas ao pensarem que se estes princípios forem seguidos um novo "Hitler" surgirá (...), mas este medo irracional está a impedir-nos de parar com o suicídio da nossa própria cultura à medida que a colonização islâmica aumenta anualmente", defende.

Ao apresentar "os instrumentos para ganhar a actual guerra cultural da Europa Ocidental", o autor dos atentados na Noruega alega que o seu manifesto é a sua "contribuição para todos os europeus".

"Temos poucas décadas para consolidar um nível suficiente de resistência antes da maioria das nossas cidades estarem cheias de muçulmanos", afirma, salientando que "o tempo do diálogo acabou".

Por isso, apresenta aos seus seguidores um manual para o planeamento e execução de ataques terroristas, incluindo a forma de fabrico de explosivos e armas, os alvos a atacar e como evitar suspeitas e eventual detenção, sugerindo mesmo músicas para a auto-motivação dos seus seguidores.