Desabamento

Um português morto, um ferido e dois desaparecidos em Antuérpia

Um português morto, um ferido e dois desaparecidos em Antuérpia

Até ao início da tarde deste sábado, os socorristas conseguiram recuperar três corpos dos escombros da escola primária que desabou, na sexta-feira à tarde, em Antuérpia. Um deles é de um português e outro de um romeno. Desconhece-se a nacionalidade da terceira vítima e há ainda dois trabalhadores por localizar. O quarto português ferido está no hospital.

As autoridades belgas confirmaram este sábado de manhã que as vítimas mortais retiradas dos escombros durante a madrugada são de nacionalidade portuguesa e romena. Entretanto, recuperaram o corpo de um terceiro trabalhador, de nacionalidade desconhecida. O quarto português envolvido no acidente, que se julgava ainda soterrado, foi, afinal, identificado como um dos feridos internados no hospital.

As operações de resgate e de busca prosseguem, ao longo do dia, com peritos em construção e equipas cinotécnicas, mas o porta-voz dos bombeiros de Antuérpia reconhece que as hipóteses de encontrarem os desaparecidos com vida "são cada vez mais pequenas". "As vítimas estão sob os escombros há 16 horas. As hipóteses de as encontrarmos vivas são muito pequenas", afirmou Jasmien, em declarações ao jornal belga GVA.

As autoridades estão a pedir aos locais que permaneçam "serenos" e não tirem fotografias enquanto decorrem as operações.

Ao final da manhã, o Ministério dos Negócios Estrangeiros atualizou as informações ontem transmitidas à Embaixada de Portugal em Bruxelas pelas autoridades belgas, lamentando a morte do cidadão português e confirmando que há outro a receber cuidados hospitalares. Referiu ainda que está a tentar contactar "as famílias das vítimas para prestar todo o apoio necessário" e que continua "a acompanhar a situação, em contacto com as autoridades locais".

PUB

De recordar que, ao início da noite de sexta-feira, as autoridades nacionais adiantaram a morte de três portugueses e o desaparecimento de um quarto. Ainda assim, mais tarde, quando o embaixador, Rui Tereno, chegou ao local, fonte da proteção civil belga não confirmou as mortes que inicialmente haviam sido adiantadas pelo Ministério do Interior do país.

Os portugueses feridos integravam a equipa da empresa Goorden Bouw Service, que estava a construir um estabelecimento escolar na cidade de Antuérpia. Estariam a laborar nas fachadas do edifício, em cima de andaimes, quando o prédio desabou, atingindo vários trabalhadores. Um deles é Carlos Rocha, funcionário da construtora e a viver em Antuérpia há um ano, escreve a imprensa local. A mulher, Adriana, tentou ligar-lhe, sem sucesso, assim que soube da tragédia: "Não sei onde ele está ou como está".

Além dos portugueses, o desabamento na cidade belga provocou, pelo menos, nove feridos, que foram transportados para o hospital, entre os quais se incluem quatro romenos, dois ucranianos e um português. Há ainda dois homens de nacionalidade desconhecida. O último balanço indica que um deles já teve alta hospitalar e os restantes estão fora de perigo.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG