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Recurso a forças armadas na Ucrânia afetará relação com EUA

Recurso a forças armadas na Ucrânia afetará relação com EUA

O Pentágono advertiu, esta quinta-feira, que as suas relações com a Ucrânia ficarão danificadas se Kiev decidir usar as forças armadas para reprimir os protestos contra o Governo de Victor Yanukovich.

O porta-voz do Departamento de Defesa norte-americano, John Kirby, revelou que o secretário de Defesa tentou falar durante toda a semana com o seu homólogo ucraniano, tendo as suas chamadas sido constantemente rejeitadas.

Devido a esta situação "invulgar", Kirby aproveitou uma conferência de imprensa para pedir ao Governo ucraniano que mantenha aquarteladas as suas forças armadas e não as utilize para reprimir os protestos em todo o país.

"Se as Forças Armadas se virem implicadas na repressão de protestos, isso afetará a nossa relação de defesa com a Ucrânia", declarou o porta-voz.

O parlamento da Ucrânia proibiu a operação "antiterrorista" anunciada na quarta-feira pelos serviços de segurança e que seria dirigida contra manifestantes extremistas e radicais.

Alexandr Yakimenko, chefe do serviço de segurança da Ucrânia, tinha anunciado o lançamento de uma operação "antiterrorista" em todo o país, na qual poderia participar o Exército, mas sem especificar a natureza das medidas previstas.

Após várias semanas de calma, Kiev voltou, desde terça-feira, a ser palco de violentos confrontos entre ativistas antigovernamentais e forças de segurança, que já provocaram cerca de uma centena de mortos, segundo médicos que apoiam os manifestantes e 75 segundo fontes oficiais.

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