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Rede desmontava helicópteros usados para traficar droga de Marrocos para a Europa

Rede desmontava helicópteros usados para traficar droga de Marrocos para a Europa

A Guardia Civil espanhola e a Polícia Nacional Francesa desmantelaram uma rede de tráfico de haxixe que usava helicópteros modificados para transportar o haxixe de Marrocos para a Europa.

A operação, que teve o apoio da Europol, o serviço europeu de Polícia, levou à prisão de nove pessoas, duas em França e nove em Espanha, e à apreensão de mais de duas toneladas e meia de droga (2400 kg de haxixe e 112 de marijuana).

Segundo a Europol, a rede usava helicópteros modificados para transportar a droga para Espanha. Para escapar ao radar das autoridades, desmontavam os aparelhos depois de usados e escondiam-nos em camiões.

A droga era depois disseminada para França através do método "go fast", segundo a Europol, com recurso a carros com matrícula falsa ou dissimulada entre a carga de camiões.

Uma perseguição automóvel deu início à investigação, levando à apreensão de 329 quilogramas de haxixe. Segundo a Europol o condutor acelerou até aos 180 km/hora para tentar fugir à polícia, mas acabou detido, juntamente com mais três indivíduos.

Numa busca à morada em que o carro estava registado, os agentes da Guardia Civil encontraram mais 266 quilogramas de haxixe. O desfiar do novelo levou à apreensão de mais de duas toneladas e meia de droga, além de seis carros, duas motas, dois camiões com reboque e quatro helicópteros modificados para o transporte aéreo da droga.

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As buscas a residências levaram, ainda, à apreensão de uma metralhadora, duas armas, uma caçadeira e dois coletes à prova de bala.

Além de 2355 euros em dinheiro, as autoridades apreenderam ainda 30 telefones, duas máquinas de contar dinheiro e meios eletrónicos para despistar as escutas telefónicas: um inibidor e um detetor de frequência.

A organização "usava o dinheiro para melhorar os meios técnicos e expandir as capacidades de tráfico", diz a Europol, em comunicado. "A rede usava empresas de fachadas para lavar o dinheiro, escondendo todos os detalhes sobre a origem e a propriedade dos valores financeiros", acrescentou.

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