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Reforma laboral leva revolta às ruas de Espanha

Reforma laboral leva revolta às ruas de Espanha

Centenas de milhares de pessoas em Madrid e em outras 60 cidades espanholas saíram este domingo à rua para protestar contra as reformas laborais e os cortes aprovados pelo Governo de Mariano Rajoy.

Convocadas pelas duas grandes centrais sindicais espanholas, as massivas manifestações de ontem constituíram um primeiro grande ensaio para a greve geral marcada para o próximo dia 29 de março.

"Não à reforma laboral inútil e ineficaz", podia ler-se na faixa que abria a manifestação de Madrid, onde a afluência foi de tal ordem que a organização teve de atrasar os discursos dos secretários-gerais da UGT e das Comissões Operárias, que encabeçaram a marcha. Os sindicatos acusam o Governo espanhol de estar a fazer um "aproveitamento imoral" da crise. Segundo os líderes dos sindicatos, que falaram aos jornalistas antes do início das marchas, o Executivo está a "atiçar o conflito social", uma vez que a nova reforma laboral permite o despedimento com indemnização de 20 dias, em vez dos os 45 dias aplicados anteriormente. Os responsáveis entendem que os cortes aprovados pelo Governo de Rajoy representam um verdadeiro "retrocesso social" e criticam que o Executivo esteja a utilizar os desempregados como "chantagem" sobre o resto da sociedade. Acreditam, portanto, que a greve geral que se avizinha contará com uma mobilização contundente e esperam, por isso, que o presidente do Governo se mostre disponível, durante este mês, para negociar.

Caso contrário, "a greve de dia 29 não será o fim, a mobilização vai continuar", garantem os líderes sindicais.

A greve geral marcada para o final do mês será a sexta na história da democracia em Espanha, um país que conta hoje com mais de cinco milhões de desempregados.

A convocação do protesto lançou a polémica pelo facto de as manifestações coincidirem com o aniversário dos atentados de 2004, em Madrid (ler texto ao lado). v

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