Hungria

Refugiado agredido por jornalista acolhido em Espanha

Refugiado agredido por jornalista acolhido em Espanha

Osama Abdul Mohsen, que foi rasteirado por uma jornalista húngara quando fugia da polícia com o filho de sete anos, ao colo, vai ser acolhido em Espanha e trabalhar numa escola de treinadores de futebol.

A imagem do refugiado a ser agredido pela operadora de câmara Petra László, em setembro, indignou a comunidade internacional. O refugiado sírio tentava entrar furar um cordão policial na Hungria para chegar à Alemanha e juntar-se ao filho mais velho, de 18 anos, que já lá estava.

No início da década de 90, do século passado, Moshem treinou um clube sírio da primeira liga, o Al-Fotuwa, mas acabou por ser torturado pelo regime de Damasco e perseguido pelo Estado Islâmico. Há quatro anos fugiu para a turquia para viver "uma vida miserável", conforme contou o filho mais velho, Mohammed Al Ghadabe, citado pelo jornal espanhol "El Mundo".

Ao conhecer a história, os responsáveis por uma escola profissional de treinadores de futebol espanhola decidiu acolher Osama e a família. Em comunicado, a instituição, situada em Getafe, na área metropolitana de Madrid, explica que decidiu usar parte do dinheiro destinado à publicidade da escola para pagar uma casa e que ofereceu uma vaga ao antigo treinador, que entretanto tinha conseguido chegar à Alemanha.

"Será sem dúvida muito enriquecedor para os nossos alunos ouvir na primeira pessoa como é o futebol profissional de um país estrangeiro", lê-se no comunicado publicado no site da escola, que enviou um dos seus alunos, oriundo do Médio Oriente até à Alemanha para os acompanhar na viagem e servir de tradutor

O treinador é esperado esta quarta-feira à noite em Madrid com três filhos (entretanto foi localizado mais um que estava refugiado em Paris) e a escola está ainda a preparar a viagem da mulher e restantes filhos da Turquia para que a família fique toda reunida.

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