Uruguai

"Rei da cocaína" demorou 22 anos a ser apanhado e agora fugiu da prisão

"Rei da cocaína" demorou 22 anos a ser apanhado e agora fugiu da prisão

O italiano Rocco Morabito, antigo membro da máfia calabresa "Ndrangheta", detido em 2017 depois de 22 anos a ser procurado pelas autoridades, fugiu na madrugada desta segunda-feira da prisão no Uruguai.

Rocco Morabito era procurado por Itália desde 1995 por tráfico de droga e atividades mafiosas, até ser apanhado, há dois anos, num hotel de Montevideu, capital do Uruguai.

Durante quase 20 anos, fez-se passar por Francisco Capelleto, um brasileiro de 49 anos a viver no Uruguai desde 2002, dedicado à compra e venda de empresas e à indústria da soja. Enquanto vivia naquele país como um cidadão normal, em Itália era um dos cinco homens mais procurados por narcotráfico internacional.

As autoridades só o detiveram em setembro de 2017, depois de Morabito, conhecido como o "rei da cocaína de Milão" e líder da máfia calabresa, ter registado a filha numa escola em Maldonado com o nome verdadeiro. O pai de Rocco, com o mesmo nome, foi líder de uma outra máfia famosa, a Carmela Modaffari, e por isso o nome Morabito já tinha uma reputação e foi rapidamente identificado.

Acusado de falsificação de cartão de identidade e passaporte e de falsificação ideológica, Rocco estava detido numa prisão no Uruguai a aguardar extradição para Itália. Até à madrugada desta segunda-feira, quando fugiu com outros três reclusos. Segundo o Ministério do Interior daquele país, os presos escaparam pelos telhados do edifício e depois fizeram um buraco até uma casa próxima da prisão, que assaltaram.

Rocco Morabito tem agora 52 anos. Foi líder da máfia "Ndrangheta", dedicada ao tráfico internacional de droga, entre 1988 e 1994, onde ficou conhecido como o "rei da cocaína de Milão". Em 1995, a Interpol iniciou uma operação para o apanhar.

Quando foi detido, Rocco já vivia há 13 anos no Uruguai, na estância balnear de Punta del Este. Após a detenção, a polícia apreendeu uma pistola, uma arma branca, 13 telemóveis, 12 cartões de crédito, duas viaturas, passaportes portugueses, joias e cheques em dólares.

Enquanto aguardava a extradição para Itália, para cumprir pena de 30 anos de prisão, Morabito estava detido no Uruguai.

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