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Reino Unido e Canadá vão impor sanções à Rússia

Reino Unido e Canadá vão impor sanções à Rússia

O gabinete britânico para situações de crise (COBR) reúne-se, esta terça-feira de manhã, para discutir os últimos desenvolvimentos da crise ucraniana e decidir um "pacote significativo de sanções" contra a Rússia a ser aplicado imediatamente. Entretanto, também o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, adiantou que vai "impor sanções económicas" pelas ações do chefe de Estado russo, Vladimir Putin, depois de ter reconhecido a independência das regiões separatistas ucranianas, Donetsk e Lugansk.

"O primeiro-ministro (Boris Johnson) presidirá ao COBR às 6.30 horas para discutir os últimos acontecimentos na Ucrânia e coordenar a resposta do Reino Unido, incluindo um pacote significativo de sanções a ser introduzido imediatamente", pode ler-se no comunicado divulgado na segunda-feira à noite por Downing Street.

As primeiras medidas contra Moscovo e os seus aliados surgem após o Presidente russo, Vladimir Putin, ter reconhecido na segunda-feira a independência das autoproclamadas repúblicas de Lugansk e Donetsk e ter decidido enviar militares para a região do Donbass, no leste da Ucrânia para "operações de paz", segundo revelou o Kremlin (presidência russa).

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Boris Johnson falou na segunda-feira à noite com o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, a quem transmitiu que o Reino Unido acredita que a invasão russa ao país vizinho é "uma possibilidade real nas próximas horas e dias". "(O primeiro-ministro) disse a Zelensky que o Reino Unido já delineou sanções específicas contra os cúmplices da violação da integridade territorial da Ucrânia e que essas medidas entrarão em vigor amanhã [terça-feira]", acrescentou o gabinete de Boris Johnson.

O chefe do governo britânico revelou ainda ao Presidente ucraniano que o Reino Unido está a analisar o envio de mais apoio defensivo, a pedido do governo da Ucrânia. "Os líderes concordaram que o Ocidente deve apoiar a Ucrânia no caso de uma invasão, mas deve continuar à procura de uma solução diplomática até o último segundo. Independentemente das ações de Putin, o Reino Unido permanecerá firme no seu total apoio à soberania e integridade territorial da Ucrânia", acrescentou Boris Johnson, segundo o comunicado de Downing Street.

"Violação flagrante da soberania da Ucrânia"

"Esta é uma violação flagrante da soberania da Ucrânia e do direito internacional. O Canadá mantém-se seguro no apoio à Ucrânia - e vamos impor sanções económicas por estas ações", escreveu, no Twitter, Justin Trudeau.

O governante também condenou e rejeitou os decretos da Rússia que "ordenam a entrada de forças militares na Ucrânia". "Continuamos firmes no nosso apoio à soberania, integridade territorial e independência da Ucrânia. O Canadá e os nossos aliados vão defender a democracia e a vontade do povo ucraniano", frisou.

Durante a noite desta segunda-feira, a ministra dos Negócios Estrangeiros canadiana, Mélanie Joly, falou com o seu homólogo ucraniano, Dmytro Kuleba, por telefone, expressando "profunda preocupação com o flagrante desrespeito da Rússia pela integridade territorial da Ucrânia".

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