Covid-19

Reino Unido regista 120 mortes e novo aumento do número de infeções

Reino Unido regista 120 mortes e novo aumento do número de infeções

O número de mortes durante a pandemia covid-19 no Reino Unido aumentou esta sexta-feira para 46.119 ao serem registadas 120 nas últimas 24 horas, anunciou hoje o Ministério da Saúde britânico.

Na atualização de dados feita hoje, o ministério confirmou também a tendência de aumento do número de casos de infeção, ao serem diagnosticados 880 nas últimas 24 horas, o maior valor diário nas últimas semanas, aumentando o total registado até agora para 303.181 casos.

Na quinta-feira tinha sido registadas 38 mortes e 846 casos de contágio no Reino Unido.

Perante um agravamento da situação, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou hoje um adiamento por pelo menos duas semanas da próxima fase de desconfinamento na Inglaterra, prevista para este sábado, até pelo menos 15 de agosto.

Ginásios, casinos, ringues de patinagem no gelo e pistas de "bowling" vão assim permanecer encerrados e cerimónias de casamento vão continuar limitadas a grupos muito pequenos.

O governo tinha previsto passar a permitir cerimónias de casamento com até 30 pessoas a partir de sábado.

Máscaras ou proteções para a cara passaram também a ser obrigatórios em mais espaços interiores, como cinemas, igrejas ou outros locais de culto, para além das lojas e transportes públicos já em vigor.

Numa conferência de imprensa inesperada hoje, Boris Johnson disse que era preciso "pôr os travões" no plano para levantar as restrições impostas em meados de março para conter a pandemia e e em alívio gradual desde maio.

Além desta "pausa" na reabertura da economia, o governo britânico decretou novas restrições no norte da Inglaterra, nomeadamente a proibição de ajuntamentos em espaços interiores de pessoas de agregados familiares diferentes.

O novo confinamento afeta cerca de quatro milhões de pessoas na cidade de Manchester e respetiva área metropolitana e regiões de East Lancashire e parte de West Yorkshire, mas permite manter abertos estabelecimentos não essenciais, como bares ou restaurantes, desde que as pessoas não se misturem em grupos diferentes.

Em declarações à BBC, o ministro da Saúde, Matt Hancock, defendeu as medidas, vincando que, de acordo com dados do rastreamento de infeções, a maior parte da transmissão do vírus, atualmente muito ativa naquelas áreas do território inglês, acontece "entre famílias que se visitam e pessoas que visitam familiares e amigos".

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