Ciência

Relógio do Apocalipse coloca humanidade a 100 segundos do fim

Relógio do Apocalipse coloca humanidade a 100 segundos do fim

A atualização de 2019 do Relógio do Apocalipse realizada pelo Boletim dos Cientistas Atómicos indicou que o fim do mundo está a aproximar-se, impulsionado pela ameaça da guerra nuclear e a crise climática encontrando-se a 100 segundos do abismo.

Em 2018, a Humanidade estava a dois minutos do fim, pelo que a urgência é ainda mais perentória, alertaram esta quinta-feira os cientistas numa conferência de imprensa em Washington, Estados Unidos.

O Boletim dos Cientistas Atómicos, mudou o relógio de dois minutos para a meia-noite para 100 segundos para meia-noite - um avanço de 20 segundos.

"Agora estamos a expressar o quão perto está o mundo da catástrofe em segundos, não em horas ou em minutos. É o mais próximo que estivemos do fim. Enfrentamos agora uma verdadeira emergência, um estado verdadeiramente inaceitável de assuntos globais que eliminou qualquer margem de erro ou atraso", anunciou a presidente do Boletim dos Cientistas Atómicos, Rachel Bronson.

É o pior momento desde 1953, durante uma das fases mais tensas da Guerra Fria, quando os soviéticos e os norte-americanos realizaram os seus primeiros testes com armas termonucleares.

"São realmente más notícias", disse Robert Rosner, astrofísico do grupo, acrescentando que o que disseram em 2018 "é agora uma realidade alarmante, pois as coisas não vão melhorar".

Bronson estava acompanhada do ex-secretário geral das Nações Unidas Ban Ki-moon que expressou a sua preocupação "face ao fracasso do multilateralismo em enfrentar a ameaça".

"Desde a retirada dos EUA do Acordo (do Clima) de Paris e do Acordo Nuclear com o Irão, até ao impasse nas negociações do desarmamento nuclear e a paralisia no Conselho de Segurança da ONU, os nossos mecanismos de colaboração estão a ser prejudicados quando mais necessitamos deles", acrescentou.

O Relógio do Apocalipse é um relógio simbólico criado por um grupo de cientistas, entre eles 13 prémios Nobel, formado em 1947, sobre os riscos que o mundo enfrenta e que pretende indicar o quão perto está o fim da Humanidade.

Desde 2007, o relógio incluiu nas suas avaliações a deterioração do planeta devido ao aquecimento global e às mudanças climáticas.

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