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Representante da empresa confirma dois portugueses a bordo do "Costa Allegra"

Representante da empresa confirma dois portugueses a bordo do "Costa Allegra"

Dois portugueses estão entre os 636 passageiros do paquete Costa Allegra, que sofreu, segunda-feira, um incêndio em pleno Oceano Índico, e estão todos "calmos e bem de saúde", assegurou um representante português da Costa Cruzeiros.

De acordo com mesma fonte, o navio, que está a ser rebocado por um pesqueiro francês, seguirá diretamente para Mahé, principal ilha das Seychelles, e não para Desroches como inicialmente estava previsto.

Razões de logística, como a segurança da embarcação e o alojamento dos passageiros em unidades hoteleiras estiveram na base da alteração de planos, estando prevista a chegada do "Costa Allegra" àquela ilha pelas 6 horas de quinta-feira, 1 de Março, uma vez que a velocidade será reforçada pelos dois rebocadores que, esta tarde, deverão acostar ao paquete.

Contactado pela Lusa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português disse desconhecer a presença de portugueses a bordo do paquete acidentado.

A mesma fonte da companhia garantiu, à Lusa, que "os dois portugueses e os restantes passageiros estão bem", acrescentando que o incêndio deflagrado na sala dos geradores, situada à popa do navio, "não provocou quaisquer vítimas", tendo sido de imediato acionados os sistemas de extinção de incêndios e ativada a equipa especializada em combate a fogos, que faz parte da tripulação.

Devido ao incêndio, o abastecimento de energia aos motores do navio ficou "bastante debilitado", o que "condicionou muito a navegação", levando a que fosse emitido um alerta ao Centro de Controlo de Resgate Marítimo de Roma e acionado o auxílio do pesqueiro francês "Travignon", que se encontrava na zona, e que o está a rebocar agora o porto de Mahé.

Segundo a fonte portuguesa da companhia, o navio teve apoio de helicópteros provenientes de Mahé, que levaram alimentos frescos para os passageiros e tripulação tomarem um "bom pequeno almoço" e desfrutarem do bom tempo que se faz sentir.

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Os passageiros foram também "convidados a tratar das bagagens com toda a calma" para desembarcarem na quinta-feira de madrugada em Mahé, onde decidirão depois o que fazer, entre as opções de terminarem o período de férias nas Seicheles ou regressarem, via aérea, aos países de origem.

O alerta do acidente foi emitido pelas 10.39 horas de segunda-feira, quando o "Costa Allegra" navegava a cerca de 200 milhas náuticas a sudoeste das Seychelles, em pleno Oceano Indico, com 636 passageiros e 413 tripulantes a bordo.

Depois da execução dos procedimentos de emergência previstos, como prevenção foi acionado o "alarme geral de emergência e todos os passageiros e tripulantes, exceto os que geriam a situação, foram encaminhados para os pontos de reunião com as equipas de segurança", explicou a fonte.

O "Costa Allegra", construído em 1992 nos estaleiros Mariotti, Génova, com 188 metros de comprimento, 28.597 toneladas brutas, oito decks e 399 cabinas, realizava um cruzeiro de 25 dias entre Port Luis, nas Maurícias, e Charm-el-Cheik, no Egito, com passageiros de 25 nacionalidades, essencialmente italianos, franceses e austríacos.

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