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República Checa recusa atribuir vistos a desertores russos

República Checa recusa atribuir vistos a desertores russos

O ministro dos Negócios Estrangeiros da República Checa declarou, esta quinta-feira, que Praga se recusa a conceder vistos humanitários aos russos que fugirem do país para evitarem a mobilização militar anunciada quarta-feira pelo Presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Um número não determinado de cidadãos russos está a abandonar o país desde que Putin decidiu mobilizar cerca de 300 mil reservistas para reforçar as tropas que participam na invasão da Ucrânia desde 24 de fevereiro.

"Compreendo que os russos estejam a fugir de decisões cada vez mais desesperadas de Putin. Mas quem foge do seu país porque não quer cumprir um dever imposto pelo seu próprio Estado não cumpre os critérios para receber um visto humanitário", afirmou Jan Lipavsky, chefe da diplomacia da República Checa, país que detém a presidência rotativa da União Europeia (UE).

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Em relação aos desertores russos, Praga adota, assim, uma posição diferente da da grande maioria dos Estados membros da UE, em particular a da Alemanha, que declarou hoje que estava pronta para os acolher.

"Quem se opuser corajosamente a Putin e assim se colocar em grande perigo pode solicitar asilo político na Alemanha", disse a ministra do Interior alemã, Nancy Faeser.

A República Checa parou de emitir vistos para russos após a invasão, mas depois abriu uma exceção para casos humanitários.

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