Exílio

República Dominicana nega que Juan Carlos tenha entrado no país

República Dominicana nega que Juan Carlos tenha entrado no país

O rei emérito espanhol Juan Carlos, atingido por um escândalo de corrupção, anunciou, segunda-feira, que se iria exilar e desde então o seu paradeiro tem sido alvo de grande especulação. Na última noite, foi noticiado que estaria em Cascais e esta manhã a imprensa espanhola garantia que tinha ido para a República Dominicana, via aeroporto do Porto. No entanto, o monarca não entrou até agora naquele país das Caraíbas, afirmou um responsável pelos serviços de imigração dominicanos à agência France Presse.

Esta terça-feira, o jornal catalão "La Vanguardia" revelou que o pai de Filipe VI teria abandonado o palácio de Zarzuela no domingo, tendo passado a noite em Sanxenxo para, na segunda-feira de manhã, viajar de carro até ao Porto, de onde teria apanhado um voo para a República Dominicana.

A intenção de Juan Carlos I seria permanecer numa residência na cidade de La Romana durante algum tempo, antes de encontrar um novo destino. Os Fanjul, família rica e conhecida da América Latina graças às plantações de açúcar, seriam os anfitriões durante a estadia do pai do rei espanhol no país, acrescenta a mesma publicação.

No entanto, o serviço de imigração dominicano disse que ele não tinha "entrado no território do país", revela a AFP. Antes, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do país disse à AFP que não tinha "nenhuma informação" sobre uma possível estadia de Juan Carlos.

Corrupção

A 15 de março, o rei Filipe VI anunciou que renunciaria à herança do pai e lhe retiraria a subvenção anual de quase 200 mil euros anuais. A decisão foi tomada com base nas informações divulgadas sobre uma investigação à origem de 65 milhões de euros que tinham dado entrada num fundo suíço para a fundação Lucum, com base no Panamá, para determinar se eram comissões pagas pela Arábia Saudita a Juan Carlos, como benefício num processo envolvendo a construção de um comboio de alta velocidade entre as cidades de Meca e Medina.

Em 2018, o Tribunal Nacional Diego de Egea tinha ouvido gravações de uma conversa telefónica realizada três anos antes, na qual Corinna Larsen, ex-amante de Juan Carlos, revelava que tinha contas na Suíça, onde teria recolhido essas comissões, sendo supostamente uma testa de ferro do rei emérito de Espanha. Em junho deste ano, o Supremo Tribunal abriu uma investigação sobre Juan Carlos I, por crime fiscal e branqueamento de capitais no âmbito da adjudicação da construção da linha, por uma quantia superior a 6700 milhões de euros.

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