Myanmar

Residentes fogem em massa de Rangum à medida que repressão aumenta

Residentes fogem em massa de Rangum à medida que repressão aumenta

Os residentes de Rangum estão a fugir em massa da principal cidade de Myanmar (antiga Birmânia), à medida que a junta militar intensifica a sua repressão, determinada em eliminar toda a dissidência pró-democracia.

Mais de 220 civis foram mortos em todo o país desde o golpe militar de 1 de fevereiro que derrubou Aung San Suu Kyi.

O número de vítimas mortais pode ser muito mais elevado, com centenas de pessoas detidas nas últimas semanas a serem mantidas isoladas e dadas como desaparecidas.

Perante isto, o êxodo está a intensificar-se em Rangum, uma cidade com cerca de cinco milhões de pessoas sob lei marcial.

Esta manhã, formaram-se engarrafamentos numa das principais rotas para fora da capital económica, de acordo com imagens transmitidas por um meio de comunicação social local.

"Vou para uma casa no estado de Rakhine", disse uma mulher que decidiu apanhar o autocarro, de acordo com a agência noticiosa France-Press (AFP).

"Já não me sinto segura, já não durmo à noite. Na minha vizinhança, as forças de segurança raptaram pessoas e torturaram-nas", acrescentou.

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Nas redes sociais, muitos utilizadores encorajaram as pessoas a partir, porque "a situação na cidade é assustadora", mas alguns imploraram-lhes que fiquem, por "solidariedade".

"Era demasiado stressante viver em Rangum", disse um jovem que conseguiu chegar a Kyaukpyu, uma cidade costeira a mais de 600 quilómetros de distância.

No dia 1 de fevereiro, os generais birmaneses tomaram o poder, alegando fraude eleitoral nas legislativas e contestando a vitória de Aung San Suu Kyi.

Desde o golpe de Estado repetem-se as manifestações de protesto, marcadas pela violência policial e do exército.

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