"Apple Daily"

Responsáveis de jornal de Hong Kong detidos por conspiração

Responsáveis de jornal de Hong Kong detidos por conspiração

A polícia de Hong Kong deteve o chefe de redação e outros quatro responsáveis do jornal "Apple Daily", por suspeita de conspiração com forças estrangeiras, ao abrigo da lei de segurança nacional.

A polícia disse que cinco responsáveis (quatro homens e uma mulher), entre os 47 e 63 anos, foram detidos por conluio com um país estrangeiro ou com elementos externos para pôr em perigo a segurança nacional, violando o Artigo 29 da lei, noticiou o "South China Morning Post" (SCMP).

Foram efetuadas buscas nas respetivas residências, não tendo ainda sido acusados.

"Notícias publicadas no jornal alegadamente constituíram uma ofensa à lei de segurança nacional", disse uma fonte policial ao SCMP.

Mais de 200 agentes entraram nas instalações do jornal para efetuarem uma busca com um mandado judicial. Em seguida, bloquearam as entradas e saídas do edifício, solicitando ao mesmo tempo a todo o pessoal que se registasse antes de entrar nas instalações.

"Os ativos de três empresas, Apple Daily Limited, Apple Daily Printing Limited e Apple Daily Intellect Limited, foram congelados" e "ascendem a um total de 18 milhões de dólares de Hong Kong", disse o comissário chefe da polícia, Steve Li, aos jornalistas.

Esta é a primeira apreensão de bens em Hong Kong contra uma empresa de comunicação social.

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O jornal "Apple Daily" considera que a liberdade de imprensa no território "está suspensa por um fio" reagindo à prisão de cinco diretores e da rusga à redação.

"O Apple Daily sofre a repressão por parte do regime", acusa o jornal num texto dirigido aos leitores e difundido através da aplicação móvel do jornal.

"A proteção da liberdade de imprensa em Hong Kong 'está por um fio'" refere o mesmo texto acrescentando que todos os elementos do Apple Daily vão manter-se "firmes e determinados".

O jornal tem assumido o seu apoio ao movimento pró-democracia. Esta é a segunda busca no" Apple Daily" em menos de um ano.

O milionário Jimmy Lai, o proprietário do jornal, foi acusado de conluio após a busca realizada em agosto. Lai está atualmente preso, após várias condenações pelo seu envolvimento em alguns dos protestos pró-democracia que abalaram Hong Kong há dois anos.

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