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Explosões

Responsáveis "vão pagar pelo que fizeram", promete ministro libanês

Responsáveis "vão pagar pelo que fizeram", promete ministro libanês

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, falou esta terça-feira de "catástrofe", referindo-se a duas fortes explosões que abalaram Beirute, garantindo que os responsáveis "vão pagar pelo que fizeram".

Duas fortes explosões sucessivas sacudiram o porto de Beirute hoje, fazendo pelo menos 25 mortes e mais de 2.500 feridos, semeando o pânico e causando um enorme cogumelo de fumo no céu da capital libanesa, disseram as autoridades.

"O que aconteceu hoje não ficará impune. Os responsáveis por esse desastre terão de pagar pelo que fizeram", disse o chefe de Governo, numa comunicação ao país pelas televisões.

"Apelo com urgência a todos os países amigos e irmãos, que amam o Líbano, a ficar ao seu lado, para nos ajudar a curar as nossas feridas profundas", disse Diab.

As violentas explosões que abalaram hoje o porto de Beirute, no Líbano, podem ter tido origem em materiais explosivos confiscados e armazenados há vários anos, disse um oficial de segurança libanês.

Diab já prometeu mais esclarecimentos sobre "esse armazém perigoso que existe há seis anos".

"É um desastre em todos os sentidos da palavra", lamentou, também hoje, o ministro da Saúde, enquanto visitava um hospital da capital libanesa para onde estão a ser transportadas algumas das vítimas.

O Presidente libanês, Michel Aoun, convocou uma "reunião urgente" do Conselho Supremo de Defesa e Hassan Diab declarou um dia de luto nacional, na quarta-feira, "pelas vítimas da explosão".

Ajuda externa

Hassan Diab apelou ainda aos "países amigos" para ajudarem o país, depois das mortíferas explosões que abalaram o porto da capital, Beirute. "Lanço um apelo urgente a todos os países amigos e aos países irmãos que amam o Líbano a estarem do nosso lado e a ajudarem-nos a curar as nossas feridas profundas", afirmou o chefe do executivo libanês.

As palavras de Hassan Diab já foram ouvidas no mundo árabe, tendo vários países mostrado solidariedade com o Líbano e a ofereceram-se para enviar ajuda.

O Presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi, através das redes sociais, expressou condolências para com o Governo e povo libaneses, e desejou rápidas melhoras aos feridos, bem como manifestou palavras de consolo às famílias das vítimas.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros egípcio afirmou, num comunicado, que segue com "profunda preocupação" a situação e que o Governo do Cairo está em contacto com o congénere de Beirute para conhecer os pormenores e para enviar "toda a ajuda ao país irmão nestas condições difíceis".

Por outro lado, o vice-presidente e primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Mohamed Bin Rashid al-Maktum, enviou, também através das redes sociais, condolências ao "querido povo libanês" e pediu a Deus que lhe dê "paciência e consolo".

O emir do Qatar, Tamim Bin Hamada al-Zani, disse ter conversado ao telefone com o Presidente libanês, Michel Aoun, para lhe transmitir os pêsames e também a oferecer-se para enviar "todo o tipo de ajuda", segundo indicou a agência de notícias oficial QNA.

O Líbano, que se encontra mergulhado numa profunda crise económica, com uma dívida pública de 90.000 milhões de dólares (cerca de 76.000 milhões de euros), 170% do seu Produto Interno Bruto, viu ainda recentemente a libra libanesa perder em torno de 80% o seu valor face ao dólar norte-americano.

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