Guerra

Resumo do dia: NATO unida com apoios e sanções mas Zelensky quer mais

Resumo do dia: NATO unida com apoios e sanções mas Zelensky quer mais

Quando se assinalou um mês desde o início da ofensiva russa na Ucrânia, que já matou mais de mil civis, os líderes mundiais reuniram-se em Bruxelas para uma rodada de reuniões de emergência da NATO, Conselho Europeu e G7, de onde saíram mais apoios e sanções. Zelensky pediu ao Mundo que saia à rua em defesa da paz e da vida, defendendo que a Aliança "ainda precisa de mostrar o que é que pode fazer para salvar pessoas". Saiba aqui os principais pontos que marcaram este 29.º dia da guerra.

- A NATO anunciou o reforço dos sistemas de defesa química, biológica e nuclear por temer que a Rússia esteja a planear usar esse tipo de armamento contra o povo ucraniano, disse o secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg, em Bruxelas, após uma reunião extraordinária dos chefes de Estado e de Governo dos países da NATO. Cerca de 40 mil soldados apoiados por meios aéreos e navais foram mobilizados para o flanco leste e quatro novos grupos de batalha serão enviados para a Eslováquia, Hungria, Bulgária e Roménia. Leia aqui

- Os líderes do G7 disseram que estão decididos a impor sanções severas à Rússia e prontos para aplicar medidas adicionais "se necessário". Numa declaração conjunta, condenaram a agressão "injustificável, não provocada e ilegal" da Rússia na Ucrânia. O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou um reforço de apoio em armamento e assegurou que as potências ocidentais estão prontas para aumentar as sanções contra a Rússia. Por seu turno, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou que o Reino Unido vai enviar para a Ucrânia mais seis mil mísseis e 25 milhões de libras (cerca de 30 milhões de euros) em financiamento para as Forças Armadas da Ucrânia. Do lado dos Estados Unidos, há novas sanções para mais de 400 elites e instituições russas, com Biden a exaltar a unidade da Aliança.

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- Falando na cimeira da NATO, num discurso em vídeo pré-gravado, o presidente ucraniano voltou a renovar os apelos aos líderes da aliança para aumentarem o apoio à Ucrânia, alertando que Moscovo "quer ir mais longe" e atacar países da Europa Oriental, como a Polónia. "A NATO ainda precisa de mostrar o que é que pode fazer para salvar pessoas. (...) Pode dar-nos 1% de todos os seus aviões, 1% dos seus tanques. Um por cento", instou Volodymyr Zelensky, que antes já tinha pedido ao Mundo que saísse à rua em defesa da paz e da vida. Leia aqui

- Sete corredores humanitários para retirar civis de cidades e vilas ucranianas foram acordados para esta quinta-feira. Ao mesmo tempo, as forças russas não estavam a deixar passar os 40 autocarros com cidadãos de Mariupol (cidade não incluída na lista dos corredores), disse a vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk.

- O navio de desembarque russo Orsk, que estava atracado no porto da cidade ocupada de Berdyansk, foi destruído e outras duas embarcações russas também ficaram danificadas após um ataque das forças ucranianas. O anúncio foi feito pela Marinha da Ucrânia esta quinta-feira nas redes sociais. Leia aqui

- O Ministério da Defesa ucraniano, citado pela agência Reuters, anunciou que as tropas repeliram as forças russas de algumas áreas ao redor da capital, acrescentando que os russos não têm recursos suficientes para avançar com a ofensiva mas que, ainda assim, não perderam o objetivo de tomar Kiev.

- A assembleia geral das Nações Unidas votou esmagadoramente para pedir à Rússia que pare imediatamente a guerra e forneça mais acesso à ajuda e proteção civil na Ucrânia. A resolução contou com 140 votos a favor, cinco contra - Rússia, Síria, Coreia do Norte, Eritreia e Bielorrússia - e 38 abstenções.

- O Papa Francisco não poupou nas críticas e disse-se mesmo "envergonhado" pelo facto de haver países a aumentar os gastos com a Defesa na sequência da invasão russa na Ucrânia, descrevendo-o como uma "loucura". O pontífice máximo da Igreja Católica disse que o conflito na Ucrânia é produto da "velha lógica de poder que ainda domina a chamada geopolítica" e que a resposta real não passa por mais armas e sanções.

- Mortos e feridos: Já morreram mais de mil civis e pelo menos 1650 civis ficaram feridos desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, disse o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos esta quinta-feira, alertando para o facto de os números reais serem "consideravelmente maiores". A maioria das baixas "foi causada pelo uso de armas explosivas com uma ampla área de impacto", informou a agência das Nações Unidas.

- Refugiados: Mais de 3,6 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Entre os cidadãos que saíram do país e os que estão deslocados internamente (dentro da Ucrânia), o número ascende a 10 milhões. Cerca de 90% dos que fugiram da Ucrânia são mulheres e crianças.

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