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Retirada das forças curdas no norte da Síria está terminada, diz Rússia

Retirada das forças curdas no norte da Síria está terminada, diz Rússia

A Rússia deu esta terça-feira por terminada a retirada das forças curdas no norte da Síria, ao abrigo de um acordo entre Moscovo e Ancara (Turquia).

"A retirada das unidades armadas do território no qual deverá ser criado um corredor de segurança terminou mais cedo do que o previsto", disse o ministro da Defesa russo, Sergueï Choïgou, citado pelas agências de notícias russas.

Iniciada a 23 de outubro às 9 horas (mesma hora em Portugal continental), a retirada deveria terminar esta terça-feira às 15 horas.

Segundo o acordo alcançado na semana passada entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, as forças curdas das Unidades de Proteção Popular (YPG) deveriam retirar-se com as suas armas do nordeste da Síria num prazo de "150 horas a partir das 12 horas (9 horas em Portugal continental) de 23 de outubro", de um corredor de 30 quilómetros ao longo da fronteira turco-síria.

A polícia militar russa e guardas fronteiriços sírios foram deslocados para a região para "facilitar" a retirada.

Após o fim do prazo do acordo entre Putin e Erdogan, deverão realizar-se patrulhas conjuntas turcas e russas numa largura de 10 quilómetros ao longo da fronteira.

A Turquia lançou no dia 9 de outubro uma ofensiva no nordeste da Síria contra as YPG, aliadas dos ocidentais no combate aos 'jihadistas' do grupo Estado Islâmico, mas consideradas terroristas por Ancara.

A ofensiva turca surgiu após o anúncio do Presidente norte-americano, Donald Trump, de que as tropas dos Estados Unidos iam abandonar a zona em causa.

O objetivo da operação é criar uma "zona de segurança" de 32 quilómetros de extensão ao longo da fronteira entre a Turquia e Síria para manter as YPG à distância e repatriar uma parte dos 3,6 milhões de refugiados sírios que atualmente vivem no território turco.

Oficialmente, a ofensiva de Ancara no nordeste da Síria está suspensa desde que Putin e Erdogan chegaram a acordo a 22 de outubro.

A ofensiva de Ancara abriu uma nova frente na guerra da Síria que já causou mais de 370 mil mortos e milhões de deslocados e refugiados desde que foi desencadeada em 2011.

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