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Reunião entre Obama e Abbas sem progressos

Reunião entre Obama e Abbas sem progressos

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esteve, esta quinta-feira, reunido com o seu homólogo da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), Mahmoud Abbas mas, de acordo com fontes da Casa Branca, o encontro terminou sem aparentes avanços.

O Presidente norte-americano reiterou o apoio dos Estados Unidos ao estabelecimento de um Estado da Palestina que, na sua perspectiva, "deve surgir de conversações directas com Israel e não através de iniciativas unilaterais das Nações Unidas", segundo revelou o conselheiro adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca, Ben Rhodes.

Os dois líderes estiveram reunidos em Nova Iorque após Obama ter declarado, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas que não há "atalhos" na ONU para resolver o conflito israelo-palestiniano que se arrasta há décadas.

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Na reunião esteve também presente a Secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.

O encontro entre Obama e Abbas acabou sem aparentes progressos, disse aos jornalistas Ben Rhodes, ao apontar que o Presidente dos EUA transmitiu ao líder palestiniano a posição que Washington tem manifestado "nos últimos dias e semanas", numa mensagem similar à que passou antes ao primeiro-ministro israelita, Benjamín Netanyahu.

O conselheiro adjunto da Segurança Nacional fez também referência à reunião do Presidente norte-americano com o seu homólogo francês Nicolas Sarkozy que, no encontro anual da Assembleia-geral da ONU, propôs a adopção de um "calendário ambicioso" para a resolução do conflito: um mês para reatar negociações, seis meses para chegar a um acordo sobre segurança e fronteiras e um ano para um acordo definitivo.

Relativamente à proposta francesa, sobre a qual Obama se remeteu ao silêncio quando questionado pelos jornalistas horas antes, Rhodes indicou que os presidentes "estão de acordo" em muitos pontos e que "a meta é a mesma e o sentimento de urgência no restabelecimento das negociações de paz também".

Contudo, Ben Rhodes ressalvou que Washington e Paris têm posições distintas quanto ao papel que a ONU deve ter no processo, bem como quanto à possibilidade da Palestina se tornar num estado observador (sem direito a voto) nas Nações Unidas, em vez de membro de pleno direito, como propôs a França.

Mahmoud Abbas apresenta sexta-feira o pedido formal para a adesão de um Estado da Palestina às Nações Unidas, através da entrega de uma carta ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que após comprovar que cumpre o previsto na Carta das Nações, tratará de a remeter para o Conselho de Segurança.

Nessa sede, a proposta deve obter uma maioria de nove votos a favor e nenhum veto dos cinco países que actualmente detém esse poder -- Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China -- um cenário que vai ocorrer, na medida em que Obama já anunciou que pretende vetar qualquer pedido de reconhecimento do Estado da Palestina.

Os palestinianos procuram uma adesão com plenos direitos à ONU e o reconhecimento da Palestina com as fronteiras que tinha na Cisjordânia, em Gaza e em Jerusalém Oriental em Junho de 1967, antes da Guerra dos Seis Dias e da anexação de territórios palestinianos por Israel.

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