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Risco de falta de oxigénio em seis estados brasileiros para tratar doentes covid

Risco de falta de oxigénio em seis estados brasileiros para tratar doentes covid

As reservas de oxigénio destinadas à respiração artificial de pacientes gravemente afetados pela covid-19 atingiram níveis "preocupantes" em seis estados do Brasil, onde a pandemia está numa fase crítica, revelaram esta terça-feira fontes oficiais.

"Segundo a monitorização do Ministério da Saúde, a situação é mais preocupante em seis estados: Acre, Rondônia, Mato Grosso, Amapá, Ceará e Rio Grande do Norte", explicou a Procuradoria-Geral da República (PGR) em comunicado.

Em janeiro, uma dramática falta de oxigénio em Manaus, a maior cidade da região amazónica, causou dezenas de mortes em hospitais saturados.

Manaus, capital do estado do Amazonas, com 2,2 milhões de habitantes, viveu uma situação caótica, em que muitas pessoas foram obrigadas a obter cilindros de oxigénio no mercado negro para tratar familiares em casa.

Na tentativa de evitar que uma tragédia semelhante volte a acontecer em outras regiões, o Ministério Público Federal organizou uma reunião no início desta semana com representantes do Ministério da Saúde e da White Martins, uma das principais fornecedoras de oxigénio.

"Esta empresa enfrenta um aumento exponencial da procura, com aumentos de 300% em algumas regiões", indica a nota da PGR.

Na segunda-feira, o estado de São Paulo anunciou a instalação, em dez dias, de uma fábrica de oxigénio medicinal na cidade de Ribeirão Preto, em parceria com a gigante da cerveja Ambev. A central de oxigénio deverá produzir 125 cilindros por dia, destinados aos hospitais sobrelotados da região.

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O executivo de São Paulo, o mais populoso do Brasil com 46 milhões de habitantes, anunciou esta terça-feira que havia registado, pela primeira vez, mais de mil mortes por covid-19 em 24 horas.

Segundo a rede Globo, mais de 130 pessoas morreram por não conseguirem uma cama nos cuidados intensivos em São Paulo, que é também o estado mais rico do país.

Em Brasília, capital do Brasil, mais de 400 pessoas aguardam por vaga nos cuidados intensivos. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram corpos empilhados em corredores de hospitais antes de serem transferidos para a morgue.

Na manhã desta terça-feira, o novo ministro da Saúde, o cardiologista Marcelo Queiroga, tomou posse, mais de uma semana após a sua nomeação, numa cerimónia discreta em Brasília, sem a presença da imprensa.

A gestão do seu antecessor, um militar sem experiência médica, general Eduardo Pazuello, tem sido amplamente criticada, à medida que o país avança numa crise de saúde descontrolada.

O Brasil, que atravessa o pior momento da pandemia, é o segundo país do mundo mais afetado pela covid-19, com 12 milhões de casos e 295 425 mortes, apenas atrás dos Estados Unidos.

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