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Robert Gates em Paris para debater produção de urânio por Teerão e envolvimento da França no Afeganistão

Robert Gates em Paris para debater produção de urânio por Teerão e envolvimento da França no Afeganistão

O secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates, esperado hoje, segunda-feira, em Paris, deverá debater o envolvimento da França no Afeganistão e o dossier nuclear iraniano com o seu homólogo francês e com o presidente Nicolas Sarkozy.  

Depois de ter feito uma visita oficial, de dois dias, a Itália, o chefe do Pentágono deverá reunir-se hoje com o ministro da Defesa, Hervé Morin, antes de se encontrar ao fim da tarde com o presidente francês no Eliseu.

O dossier nuclear iraniano deverá ser um dos temas principais em debate nas conversações, afirmou um alto responsável norte-americano. Domingo, Teerão anunciou que iniciaria terça-feira a produção de urânio altamente enriquecido.

Segundo Teerão, a decisão foi tomada devido à ausência de acordo sobre a troca de combustível nuclear depois de mais de três meses de negociações com o grupo dos Seis (Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha).

Na sequência do anúncio de Teerão, Robert Gates apelou à comunidade internacional para "fazer uma frente comum para pressionar" o Irão, considerando que as sanções podiam ainda resultar.

Os Estados Unidos esperam aproveitar o facto de a França assegurar a partir de Fevereiro a presidência do Conselho de Segurança para apresentar uma resolução às Nações Unidas, sublinhou o alto responsável norte-americano.

"A França adoptou uma posição muito firme em relação ao Irão", recordou o alto responsável, numa alusão às declarações de Nicolas Sarkozy, que defende um reforço das sanções contra Teerão.

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Washington, cujas relações com Pequim arrefeceram depois de ter vendido armas a Taiwan, espera que Paris possa assumir o papel de mediador com a China, único membro do grupo dos Seis que continua a privilegiar o diálogo com Teerão, explicou.

O Afeganistão também está na agenda dos debates franco-norte-americanas, numa altura em que Washington pressiona os aliados da NATO para enviarem milhares de instrutores para formar as forças afegãs, com a esperança de lhes transferir rapidamente a responsabilidade pela segurança para poder assim começar a retirar as tropas estrangeiras do país.

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