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"Robin dos Bosques" do Liechtenstein procurado por homicídio

"Robin dos Bosques" do Liechtenstein procurado por homicídio

A polícia suíça anunciou na segunda-feira que procura um financeiro que se apresenta como "o Robin dos Bosques do Liechtenstein", por ser suspeito da morte do diretor de um banco, mas que se pode ter suicidado.

O financeiro procurado, Jurgen Hermann, desapareceu nas margens do Reno e os cães da polícia, lançados em sua perseguição, descobriram as suas roupas, com a carta de condução e o passaporte, bem como uma nota manuscrita, na qual confessa o crime e diz adeus ao mundo.

Os esforços para o encontrar prosseguem, adiantou a polícia, em comunicado.

Jurgen Hermann é suspeito de ter abatido um homem de 48 anos, na manhã de segunda-feira, no parque de estacionamento de uma instituição financeira no Liechtenstein. O morto foi identificado pela imprensa local -- a polícia está impedida pela lei de revelar o nome das vítimas -- como sendo Jurgen Frick, diretor-geral do banco privado Frick.

Em desafio às autoridades, Hermann, que se apresenta como "um financeiro, um investidor, um gestor de fundos" e se descreve como "o Robin dos Bosques do Liechtenstein", escreveu no seu sítio na internet: "Apanhem-me se puderem, morto ou vivo, prémio de 200.000.000 CHF" (duzentos milhões de francos suíços, 164 milhões de euros).

Foi identificado pela polícia graças às câmaras de vigilância do parque de estacionamento subterrâneo do banco.

Segundo os primeiros elementos do inquérito, o presumível assassino seguiu a sua vítima a pé, quando esta entrava na garagem, a conduzir a sua viatura.

Os disparos foram feitos quando a vítima saiu do carro.

O automóvel no qual o presumível assassino fugiu foi encontrado em Ruggel, próximo das fronteiras com a Suíça e a Áustria. A polícia fechou a zona e está a usar cães e helicópteros nas operações de busca.

Jurgen Hermann reclama estar a fazer um combate contra "a máfia da finança do Liechtenstein". Este pequeno principado de 37 mil habitantes, situado entre a Áustria e a Suíça, tem bancos muito ativos em investimentos para ricos estrangeiros.

O banco privado Frick, fundado em 1998, abriu recentemente um balcão em Londres, onde propõe ajudar clientes em dificuldades perante o fisco do Reino Unido, aproveitando a convenção fiscal assinada recentemente entre Londres e Vaduz.

Hermann está empenhado desde 2007 num processo contra o Liechtenstein, em que reclama 200 milhões de francos suíços, depois da falência em 2005 de um fundo de investimento, que ele tinha lançado e que apostava nas empresas de alta tecnologia de Silicon Valley.

Ele responsabilizou por esta falência vários financeiros e políticos do principado, e teria, segundo o jornal gratuito 20 Minuten, ameaçado Frick e o seu banco, atribuindo-lhes a responsabilidade pela falência do seu fundo.

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