Trabalho

Robôs podem eliminar até 800 milhões de empregos nos próximos 12 anos

Robôs podem eliminar até 800 milhões de empregos nos próximos 12 anos

A automatização poderá eliminar entre 400 a 800 milhões de empregos em todo o Mundo nos próximos 12 anos. Os salários devem também encolher.

Um estudo da consultora McKinsey analisou impacto das novas tecnologias no mercado de trabalho e conclui que as economias mais avançadas vão ser as mais afetadas pelo crescimento da automatização.

No Japão, a robótica poderá afetar o emprego de cerca de metade da força laboral do país. Números que descem para cerca de um terço em países como a Alemanha e os EUA.

Os países menos desenvolvidos sentirão menos o impacto do futuro. Os baixos salários e a força da mão-de-obra funcionam como travão ao avanço das máquinas.

Em todo o Mundo, a robotização poderá implicar a perda de 400 milhões a 800 milhões de empregos, estima a McKinsey. Segundo o estudo, os trabalhadores com menos formação serão os mais afetados pela automatização. Os trabalhadores com formação universitária deverão sofrer menos os impactos desta evolução.

O futuro deverá ser mais difícil trabalhadores que fazem recolha e processamento de dados, funções iminentemente automatizadas em computadores capazes de processar milhões de dados por segundo. Operadores de máquinas e empregados de cadeias de "fast food" também devem ficar no "olho do furacão" tecnológico.

"Ocupações que requerem um alto nível de especialização e uma grande exigência de interação social e emocional serão menos suscetíveis de ser vítimas da automatização até 2020", diz o relatório.

Artistas, designers, jornalistas e atividades ligadas aos espetáculos são das profissões menos afetadas pelo império das máquinas. Entre as mais vulneráveis à robotização estão profissões ligadas a trabalhos mais pesados, como a construção, instalação de maquinaria, transporte de materiais e trabalhos na agricultura e afins.

A McKinsey analisou o efeito da robotização em 46 economias, que representam 90% do PIB mundial. Segundo o estudo, as perdas previstas no emprego podem ser compensadas, mas com quebra nos rendimentos dos trabalhadores. "A longo prazo, o mercado laboral ajusta-se e o desemprego reduz-se, mas com um menor crescimento dos salários", conclui o relatório.

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