Brasil

Rock "ativa drogas e "indústria do aborto", defende líder nomeado por Bolsonaro

Rock "ativa drogas e "indústria do aborto", defende líder nomeado por Bolsonaro

O novo presidente da Funarte, uma fundação pública brasileira de apoio às artes, tem uma opinião no mínimo controversa sobre o rock. Para Dante Mantovani, nomeado esta segunda-feira, o rock "ativa as drogas, que ativam o sexo livre, que ativa a indústria do aborto, que ativa o satanismo"

Dante Mantovani, de 25 anos, foi nomeando para liderar a Funarte. Especialista em Filosofia Política e Jurídica, Mestre em Linguística, Dante tem ativa uma conta no YouTube, usada para falar sobre música, interagindo regularmente com os seus seguidores.

É precisamente no canal que mantém nesta rede social que fez uma declaração que tem gerando grande polémica. Num dos vídeos, disse que "rock ativa as drogas, que ativam o sexo livre, que ativa a indústria do aborto, que ativa o satanismo", indagando sobre a Escola de Frankfurte e metendo os "Beatles" ao barulho. "O próprio John Lennon disse que fez um pacto com o diabo", alega.

Numa outra publicação estabelece uma ligação entre o famoso festival de Woodstock e a CIA. É que o especialista defende que esse festival foi usado pelos agentes da CIA, que teria infiltrados do exército soviético, para a distribuição em larga escala de drogas LSD.

A Funarte é um fundação que opera sob a tutela do governo brasileiro. Foi criada em 1975 por Ney Braga. O governo de Bolsonaro tem levado a cabo um reforma extensa em várias instituições. Também esta segunda-feira nomeou Rafael Alves da Silva, um amante da monarquia e conservador, para presidir a Biblioteca Nacional.

Outra das nomeações polémicas para a Cultura brasileira aconteceu na quarta-feira passada, quando o Governo anunciou como novo presidente da Fundação Cultural Palmares, entidade pública que visa promover a cultura afro-brasileira, um jornalista que nega a existência de racismo e defende um "movimento de negros da direita conservadora".