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Entrevista

Roger Waters culpa a NATO pela guerra e enaltece Rússia e China

Roger Waters culpa a NATO pela guerra e enaltece Rússia e China

O músico Roger Waters, ex-membro e cofundador dos Pink Floyd, acusou em entrevista à CNN Internacional Joe Biden de estar a alimentar a guerra na Ucrânia, e defende a China e a Rússia na sua nova digressão a solo, "This Is Not a Drill", onde aborda diferentes temáticas e mensagens políticas.

Quando questionada a razão pela qual o artista chama a Biden "criminoso de Guerra", o cantor afirma que o presidente dos Estados Unidos "está a alimentar a guerra na Ucrânia. Porque é que os Estados Unidos não encorajam Zelensky a negociar, acabando com a necessidade desta guerra horrenda?".

Para o ex Pink Floyd, a NATO é a principal culpada da guerra.

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"Há que olhar para a história. Podemos dizer que esta guerra começou em 2008. É sobre a ação e reação da NATO, que se chegou junto às fronteiras russas, o que prometeram que não fariam quando Gorbachev negociou a retirada da União Soviética da Europa de Leste", disse. Vale a pena relembrar que o próprio Gorbachev negou a existência de tal promessa numa entrevista em 2014.

O músico criticou ainda a posição norte-americana e a ideia de que os EUA são "libertadores".

"Vocês só entraram na Segunda Grande Guerra por causa de Pearl Harbor. Antes eram isolacionistas", criticou Waters, referindo-se ao ataque do Japão à base naval norte-americana de Pearl Harbor.

"Graças a Deus que os russos já tinham vencido a guerra nessa altura. 23 milhões de russos morreram a protegê-lo a si e a mim da ameaça nazi", enalteceu o artista britânico, criticando o jornalista de estar a acreditar na publicidade "que a América lhe está a vender."

A China também foi um tema que mereceu a empatia do músico. "Taiwan faz parte da China. Isso tem sido aceite pela comunidade internacional desde 1948. E se não sabem isso, não estão a ler o suficiente", contudo, deixou de parte a invasão chinesa ao Tibete em 1950 quando afirmou que o Estado não tinha massacrado ninguém.

A entrevista terminou com o cofundador dos Pink Floyd a dizer ao jornalista para "sair daqui e ler um bocadinho mais e tentar perceber o que os Estados Unidos fariam se os chineses colocassem mísseis nucleares no México e no Canadá".

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