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Rostos tapados proibidos no Sri Lanka

Rostos tapados proibidos no Sri Lanka

O presidente do Sri Lanka decidiu proibir o uso de rostos tapados em público e nomeou um novo chefe da polícia, como resposta ao massacre ocorrido no domingo de Páscoa, que soma 253 mortos e mais de 500 feridos.

A nova lei de emergência, que entra em vigor esta segunda-feira, bane o uso de qualquer peça de roupa que "dificulte a identificação", por questões de segurança nacional. O niqab (véu que cobre o rosto) e a burca (veste que cobre todo o corpo), usados pelas mulheres muçulmanas, não foram especificamente mencionados, mas a lei foi compreendida como sendo direcionada a este tipo de vestes.

A nova medida irá afetar a população muçulmana do país - pouco menos de 10% do total de cerca de 21 milhões de pessoas, de acordo com o BBC.

O presidente Maithripala Sirisena decidiu ainda nomear, esta segunda-feira, um novo chefe da polícia, depois de o antecessor se recusar a abandonar o cargo. O chefe de Estado pediu na semana passada a renúncia do chefe de polícia Pujith Jayasundara, devido à incapacidade das forças de segurança do Sri Lanka de evitar os atentados suicidas de 21 de abril. Embora não tenha acedido ao pedido, Chandana Wickramaratne foi nomeado pelo presidente para substituí-lo.

"Jayasundara desafiou o presidente e ficou no seu posto, mas hoje o presidente fez uma nova nomeação. Isso significa que Jayasundara está suspenso até que seja formalmente demitido através de uma moção no parlamento", disse uma fonte conhecedora do processo à Agência France-Presse.

Um alto funcionário do Ministério da Defesa também foi forçado a renunciar na semana passada na sequência do fracasso em garantir a segurança dos seus cidadãos.

O Sri Lanka permanece em alerta máximo, oito dias depois do ataque islâmico que atingiu igrejas e hotéis. Dezenas de suspeitos já foram presos, mas a policia local alertou que mais militantes permanecem em liberdade.

Durante o fim de semana, milhares de militares do Sri Lanka permaneceram vigilantes nas ruas, para proteger as igrejas e mesquitas. Os cultos religiosos de domingo foram cancelados por todo o país como medida de precaução, mas os fiéis da capital reuniram-se para rezar no exterior da Igreja de Santo António, que foi um dos alvos dos ataques.